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Polícia desarticula quadrilha que sequestrava e roubava vítimas após anúncios falsos de veículos no RJ

Operação Market Fake II cumpre 17 mandados contra grupo que lavou cerca de R$ 4 milhões nos últimos três anos para o TCP

Rio de Janeiro|Do R7

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Agentes da 23ª DP cumprem mandados contra integrantes da quadrilha no RJ e em SP Reprodução/Polícia Civil

Policiais civis da 23ª DP (Méier) deflagraram a Operação Market Fake II para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado a integrantes do Terceiro Comando Puro no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo movimentou pelo menos R$ 4 milhões nos últimos três anos com recursos provenientes de roubos, extorsões e estelionatos.

Nesta etapa da operação, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão contra suspeitos apontados como mentores do esquema. As medidas são realizadas em Cubatão, no estado de São Paulo, e em Araruama, Belford Roxo e São Gonçalo, no Rio de Janeiro.


A ação conta com o apoio do DGPC (Departamento-Geral de Polícia da Capital), do DGPB (Departamento-Geral de Polícia da Baixada), do DGPI (Departamento-Geral de Polícia do Interior), da Polícia Civil de São Paulo e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro).

De acordo com a investigação, os criminosos utilizavam anúncios falsos de veículos em plataformas digitais para atrair vítimas para comunidades de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.


Os suspeitos marcavam encontros sob o pretexto de negociar automóveis e, no local, mantinham as vítimas reféns, que eram obrigadas, sob violência, a realizar transferências bancárias. Os pertences delas também eram roubados.

O grupo também teria obtido dinheiro por meio de anúncios falsos de aluguel de imóveis e da emissão de boletos fraudulentos de contas de luz.


A apuração identificou ainda uma estrutura organizada para executar as fraudes e dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos recrutavam e pagavam outras pessoas, principalmente desempregadas, para publicar os anúncios fraudulentos nas plataformas de venda.


A operação busca desarticular o núcleo financeiro responsável por ocultar e movimentar os valores obtidos pela organização criminosa.

As diligências também têm o objetivo de reunir novas provas para aprofundar as investigações e identificar todos os envolvidos.

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