Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

PGR propõe regras mais duras para manter prisão domiciliar de Bolsonaro durante eleições

Parecer sugere reforço das restrições para impedir que atos do ex-presidente sejam explorados em meio ao período eleitoral

Cidades|Gabriela Coelho e Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) propôs ao STF regras mais rígidas para a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro durante o período eleitoral.
  • O procurador-geral Paulo Gonet destacou que Bolsonaro violou condições da prisão ao divulgar uma carta política através de seu filho, Flávio Bolsonaro.
  • A PGR sugere que o STF estabeleça novas regras para evitar que atos do ex-presidente interfiram nas eleições.
  • O parecer será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pela execução da pena de Bolsonaro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PGR considera desproporcional revogar o benefício humanitário concedido a Bolsonaro Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil - 10.09.2025

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nesta sexta-feira (17) pela manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas defendeu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que sejam estabelecidas regras mais claras para impedir que novos atos do ex-chefe do Executivo sejam utilizados para interferir no processo eleitoral.

No parecer enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que o episódio envolvendo a divulgação de uma carta de Bolsonaro, lida e publicada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), descumpriu as condições impostas para a concessão da prisão domiciliar.


Apesar disso, a PGR avaliou que a revogação imediata do benefício seria desproporcional diante das razões humanitárias que motivaram a medida.

“Ainda assim, num juízo de proporcionalidade, o retorno imediato aos rigores plenos do encarceramento (...) não sobreleva, nas suas vantagens, as razões que levaram à concessão e manutenção dos favores humanitários”, escreveu Gonet.


Em vez de pedir a volta de Bolsonaro ao regime fechado, o procurador-geral defendeu que o STF explicite novas regras para evitar situações semelhantes durante o período eleitoral.

“O episódio aponta para a oportunidade de se explicitarem regras necessárias para obviar que outras situações, envolvendo atos do ex-Presidente, possam ser exploradas neste período de proximidade de eleições, de modo inconciliável com o escopo das restrições a que foi condicionado o regime humanitário”, afirmou.


Gonet também sugeriu que o Supremo avalie medidas adicionais para impedir a utilização de terceiros como meio de comunicação política do ex-presidente, incluindo, “eventualmente, veto a contatos pessoais aptos a veicular interferência no momento eleitoral”.

Leia Mais

Descumprimento das restrições

No parecer, a PGR sustenta que Bolsonaro violou as condições da prisão domiciliar ao entregar ao filho uma carta com conteúdo político e apoio explícito à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.


Segundo Gonet, o documento teve “inequívoco intuito de alcançar e influenciar o público com interesse no processo eleitoral deste ano”, o que contraria as restrições impostas pelo STF, que proíbem o ex-presidente de utilizar meios de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros, e de fazer uso de redes sociais.

A defesa de Bolsonaro havia argumentado que o ex-presidente não sabia que a carta seria divulgada publicamente. Para a PGR, porém, as circunstâncias demonstram que o objetivo era justamente dar publicidade ao texto.

O parecer será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pela execução da pena do ex-presidente.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.