População negra perde 41% mais parentes e conhecidos em assassinatos do que brancos
Pessoas negras se sentiram mais afetadas por nove dos 13 crimes considerados em estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma pesquisa do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) sobre a sensação de segurança no Brasil revelou que a população negra é vítima de mais crimes do que a população branca no país. Em especial, na categoria de “perda de familiar ou conhecido para assassinato”. Nesse caso, a diferença entre os dois grupos é de mais de 41,9% — a maior disparidade verificada.
Além disso, a população negra é o principal alvo de nove dos 13 tipos de crimes considerados no estudo, exceto: fraude ou desvio de recursos de aplicativos bancários ou Pix; golpe com perda de dinheiro pela internet ou celular; agressão sexual; e ter a residência invadida ou arrombada.
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Entre os crimes mais sofridos por esse grupo, segundo os entrevistados, estão:
- Golpe e perda de dinheiro pela internet ou pelo celular (15,6%)
- Assassinato de parente ou conhecido (15%)
- Fraude ou desvio de recursos em aplicativos bancários ou por Pix (12,2%)
- Bala perdida (10,1%)
- Furto ou roubo de celular (9,2%)
Confira:

A pesquisa também apresenta um recorte econômico em relação aos crimes de que a população foi vítima no ano passado.
Enquanto pessoas mais pobres sofreram mais com parentes e conhecidos assassinados, brasileiros das classes A e B lideraram na categoria de golpes digitais.
Veja:

A classe C — que seria a classe média — ocupa a posição mais alta em categorias como ter o celular furtado ou roubado (8,8%) e em ter a aliança ou outra joia arrancada em um assalto (2,0%).
Em outros crimes, porém, ela se aproxima mais das classes A e B, como em golpes e fraudes digitais. No caso de violência física e de entorno, esse grupo econômico fica abaixo dos mais pobres (D e E).
“Isso indica que a classe C pode ocupar uma posição de sobreposição de vulnerabilidades: suficientemente inserida nos circuitos de consumo para se expor a crimes patrimoniais, mas sem se distanciar totalmente dos contextos territoriais em que a violência física e interpessoal segue elevada”, afirma o documento do estudo.
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