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Milicianos presos no Rio são transferidos para Bangu

A transferência será feita pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e pela Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil

Rio de Janeiro|Agência Brasil

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Suspeitos de integrar milícia foram presos em pagode
Suspeitos de integrar milícia foram presos em pagode

Os 142 milicianos presos no Rio neste sábado (7) pela Polícia Civil estão sendo encaminhados na tarde deste domingo (8) para uma triagem em Benfica, na região central da capital. Depois disso, eles seguem para o sistema penitenciário de Bangu, na zona oeste. 

Até então, os presos estavam na Cidade da Polícia, estrutura localizada na zona norte. As transferências contam com o apoio da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) da Polícia Civil.


A Operação Medusa foi considerada a maior ação voltada para o combate às milícias no Rio de Janeiro. Sete agentes de segurança estão entre os 149 integrantes do grupo. Além disso, os policiais apreenderam sete menores.

Polícia considera prisões "forte baque" para quadrilha de milicianos


Foram apreendidos ainda 13 fuzis, 15 pistolas, quatro revólveres, um simulacro de fuzil, carregadores, uma granada, munição, 10 veículos roubados, algemas e simulacros de fardas.

De acordo com a Polícia Civil, os presos são ligados ao grupo conhecido como Liga da Justiça, a maior milícia do estado. Baseado no bairro de Campo Grande, na zona oeste da capital, o grupo tinha suas atividades expandidas para outros municípios.


Além de cometer assassinatos e cobrar de moradores taxas ilegais de segurança e de sinal de TV, os milicianos já haviam fechado acordos com traficantes para a venda de drogas e o roubo de cargas nos territórios sob seu controle. Eles também obtinham recursos com a venda de botijão gás e da exploração ilícita de serviços de transporte.

A abordagem aos criminosos ocorreu em um sítio onde os milicianos participavam de um pagode na madrugada de sábado. Cerca de 40 policiais civis que atuaram na operação foram recebidos a tiros por seguranças de Wellington da Silva Braga, o Ecko, apontado como chefe da milícia. Ele estava no local, mas conseguiu fugir.

No confronto, quatro seguranças da organização criminosa morreram. Nenhum policial foi ferido. Segundo informações SES-RJ (Secretaria de Estado de Segurança), entre 2006 e o primeiro trimestre de 2018, 1.387 pessoas ligadas a milícias foram presas no estado do Rio de Janeiro.

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