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Presidente do TJ-SP prevê a contratação de 700 servidores

 Segundo desembargador, a não aprovação do projeto da Plataforma Digital obrigará TJ-SP a suprir demanda com mais contratações na área de TI 

São Paulo|Do R7

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O prosseguimento do projeto depende da aprovação do contrato de R$ 1,3 bilhão
O prosseguimento do projeto depende da aprovação do contrato de R$ 1,3 bilhão

O desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), alertou que a Corte terá que contratar mais de 700 servidores de TI se o projeto Plataforma de Justiça Digital não avançar.

"Nosso prazo está se exaurindo, 2020. Se tivermos que implementar o PJe, sistema que não tem condições de abarcar o volume de processos de São Paulo, será necessária a contratação de mais 700 servidores para a TI", declarou Calças, depois que o plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por maioria de votos, manteve, em parte, os efeitos da liminar que proibiu o contrato do TJ de São Paulo com a Microsoft para o desenvolvimento da Plataforma.


Na decisão, tomada nesta terça-feira (9), os conselheiros acompanharam o voto do relator Márcio Schiefler, que manteve a vedação da contratação da empresa americana ao preço de R$ 1,3 bilhão, antes de uma decisão final do Plenário do CNJ, e permitiu a continuidade dos estudos técnicos na forma do voto do relator.

Ficou vencido o conselheiro Luciano Frota que transformava a liminar em julgamento definitivo, proibindo a contratação. O presidente do Tribunal paulista defendeu pessoalmente a contratação.


Pereira Calças destacou que os atos da Corte "foram pautados pela total e irrestrita observância aos princípios da moralidade economicidade, legalidade, eticidade, respeito ao erário e nos moldes da nova Lei de Inovação e na Lei Geral de Proteção de Dados".

O magistrado também explicou aos conselheiros que "corre o sério risco de descumprir o Plano Estratégico quinquenal, aprovado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça e pelo próprio Plenário do CNJ".

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