Sismos acontecem no Brasil toda semana e a maioria das pessoas nem fica sabendo, diz especialista
Terremotos que causaram destruição na Venezuela foram sentidos em pelo menos quatro estados brasileiros, mas com pouca intensidade
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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Nesta quinta-feira (25), o mundo sofreu os efeitos de quatro terremotos. Um atingiu a região da Califórnia, nos Estados Unidos, com o registro de 5,6 de intensidade na escala Richter; outro foi sentido no Japão, com magnitude de 6,9, e identificado até em Tóquio; e os demais e mais devastadores aconteceram na Venezuela, com magnitudes de 7,2 e 7,5, deixando pelo menos 188 mortos e mais de 1.500 feridos, segundo a última atualização.
O epicentro do abalo sísmico foi na cidade de El Guaybo, a 200 km de Caracas. A intensidade dos terremotos chegou a atingir estados brasileiros como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, sem deixar danos graves ou vítimas por aqui.
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“Os sismos [tremores] que vão acontecer aqui no Brasil, e acontecem todas as semanas, a maioria das pessoas nem fica sabendo porque são de uma magnitude muito menor”, explica Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo), em entrevista ao programa Conexão Record News. Collaço enfatiza que os principais terremotos ou os mais fortes acontecem ao longo das bordas das placas tectônicas, como é o caso da Venezuela.
Collaço esclarece que os terremotos são causados pela dinâmica interna do planeta, como uma força do interior da Terra que não é influenciada pelos fatores da atmosfera. Ou seja, os tremores são impossíveis de prever, mesmo com o avanço da tecnologia.
De acordo com o especialista, o passado ensina melhor que a evolução tecnológica, e por isso algumas características influenciam nas pré-determinações do potencial destrutivo dos terremotos, como a magnitude, a profundidade que define o tempo de dissipação das ondas até chegarem à superfície; a resistência das construções de um país também indica a destruição final após o fenômeno natural.
“Quando a gente pensa em um terremoto, a gente pensa em um ponto na superfície, como epicentro; ele tem uma coordenada, uma latitude, uma longitude. O que acontece fisicamente é o rompimento de quilômetros de extensão, por meio de uma falha geológica [...] e isso faz com que as ondas vibrem em todas as direções”, argumenta.
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