Terremoto na Venezuela provoca 20 ‘réplicas’ durante madrugada e foi sentido até no Brasil
Efeitos foram sentidos no Amazonas, Pará e Amapá, além de outros países, como a Colômbia
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A Venezuela segue em estado de alerta após a sequência de terremotos registrados na última quarta-feira (24).
Ao longo da madrugada, dezenas de réplicas de baixa magnitude voltaram a ser registradas, prolongando o cenário de instabilidade sísmica na região costeira.
Segundo dados da Funvisis (Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas), pelo menos 20 tremores ocorreram entre 01h53 e 06h36 (horário local), com magnitudes entre 2,3 e 3,8 e profundidades rasas, em geral próximas de 5 km.
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As ocorrências se concentraram principalmente nas áreas próximas a La Guaira e Naiguatá, além do norte dos estados de Aragua e Falcón.
Entre os pontos mais afetados estão regiões de Los Caracas, Maracay e Boca de Aroa.
A sequência reforça o quadro de instabilidade após os dois terremotos principais, que ocorreram com menos de um minuto de intervalo e epicentros a cerca de 45 quilômetros de distância, em diferentes profundidades.
O primeiro, de magnitude 7,2, foi registrado às 19h04 (horário de Brasília), próximo a San Felipe, a 21,9 km de profundidade.
O segundo, de magnitude 7,5, classificado pelo USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) como o mais forte na Venezuela desde 1900, ocorreu 39 segundos depois, próximo a Yumare, a 10 km de profundidade.
O USGS alertou que novas réplicas, inclusive potencialmente mais fortes, ainda podem ocorrer nos próximos dias, mantendo o nível de atenção elevado nas áreas atingidas.
Até o momento, o desastre já deixou ao menos 164 mortos e mais de 971 feridos, segundo o balanço oficial do governo venezuelano.
Os efeitos dos tremores também foram sentidos fora do país. No Brasil, moradores do Amazonas, Pará e Amapá relataram ter percebido os abalos, o que levou, em alguns casos, à evacuação preventiva de prédios. Na Colômbia, cidades próximas à fronteira também registraram a percepção dos tremores.
A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que equipes de resgate foram deslocadas para áreas críticas.
Segundo ela, as operações seguem com prioridade máxima durante o período de luz do dia nesta quinta-feira (25), para acelerar a busca por sobreviventes ainda possivelmente presos sob os escombros.
Rodríguez também informou a mobilização de equipes de busca e salvamento certificadas pela ONU e o acionamento do setor privado para fornecer maquinário pesado para a remoção de destroços.
O governo anunciou ainda a criação de um fundo de reconstrução estimado em US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão, na cotação atual) para hospitais e residências danificadas, sob coordenação dos ministérios da Economia e das Finanças.
No âmbito internacional, vários países anunciaram medidas de apoio à Venezuela diante da gravidade da tragédia.
Os Estados Unidos informaram o envio de equipes de busca e resgate, além de suprimentos médicos e assistência humanitária.
O Brasil acompanha a situação por meio do Itamaraty e mantém canais abertos para eventual apoio, enquanto a China afirmou estar disposta a fornecer ajuda “de acordo com as necessidades do lado venezuelano”.
Na Europa, a França anunciou a mobilização de uma equipe de 85 socorristas especializados, e a União Europeia ativou o sistema Copernicus de monitoramento por satélite para auxiliar na avaliação dos danos e na coordenação das ações de resposta.
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