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Ações da Petrobras disparam e guiam alta da Bovespa

Economia|Do R7

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou com o seu principal índice em alta nesta terça-feira, a sexta consecutiva, na esteira da melhora de Wall Street e com as ações da Petrobras disparando diante da forte alta dos preços do petróleo e especulações persistentes sobre eventual aporte de capital na companhia.

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O Ibovespa subiu 0,28 por cento, a 48.284 pontos, revertendo as perdas verificadas na maior parte do pregão, quando chegou a cair quase 1,5 por cento no pior momento.

O giro financeiro totalizou 5,3 bilhões de reais.

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Nos Estados Unidos, os principais índices acionários passavam ao território positivo após uma manhã negativa, amparados na avanço de ações do setor de energia, embora com investidores ainda cautelosos após a Turquia derrubar um avião russo próximo da fronteira com a Síria.

A bolsa paulista fechou com os agentes financeiros na expectativa da votação no Congresso Nacional do Orçamento de 2016 e da mudança meta fiscal de 2015.

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DESTAQUES

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=PETROBRAS fechou em alta de 6,09 por cento nas ações ordinárias e de 5,2 por cento nas preferenciais, ajudada pelo avanço do petróleo, enquanto permaneceram especulações sobre a possibilidade de um aumento de capital via instrumento híbrido, mesmo após a companhia negar na véspera tratativas sobre o assunto até o momento. O mercado monitora reunião do Conselho de Administração prevista para sexta-feira, mas, de acordo com fonte com conhecimento do assunto, também é aguardada para quarta-feira reunião extraordinária dos conselheiros com o objetivo de "desafogar" a pauta do encontro de sexta-feira. Segundo essa fonte, o uso de instrumentos híbridos de capital não estava na pauta de nenhuma das duas reuniões. A fonte ponderou, no entanto, que já aconteceu de questões serem incluídas na pauta na última hora. Reportagem do jornal Valor Econômico nesta terça-feira disse que o assunto seria discutido na sexta-feira.

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=VALE fechou com as preferenciais de classe A em alta de 1,69 por cento e com avanço de 1,54 por cento nos papéis ordinários, mesmo após queda no minério de ferro para abaixo de 44 dólares, recuperando parte das perdas acumuladas no mês, que chegam a 15 por cento. O Credit Suisse cortou o preço-alvo do ADR da mineradora citando o preço de commodities, mas também o desastre com a mineradora Samarco, da qual a Vale é sócia.

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=GERDAU subiu 6,61 por cento, em dia de alta de siderúrgicas no Ibovespa, com o setor ainda amparado em expectativas de elevação na alíquota de importação de aço. Informações do Instituto Nacional dos Distribuidores Aço (Inda) de outubro mostraram alguma melhora nos dados de compras e embarques na comparação mensal, ressaltou o Credit Suisse em nota a clientes, embora os analistas da casa tenham destacado que os números sigam negativos na comparação anual, assim como a perspectiva à frente.

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=BRADESCO caiu 0,69 por cento, pressionando na ponta negativa dado o peso relevante que detém no Ibovespa e após forte valorização recente, enquanto ITAÚ UNIBANCO reagiu no final para fechar com alta de 0,14 por cento.

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=GRUPO PÃO DE AÇÚCAR recuou 3,21 por cento, e se destacou na ponta negativa do Ibovespa. Analistas do JPMorgan cortaram o preço-alvo para as ações de 65 para 56 reais e sustentaram a recomendação "underweight", argumentando que não veem razão para ficarem otimistas diante da perspectiva de manutenção de taxas de juros elevadas.

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=SABESP quebrou uma série de seis altas e caiu 1,82 por cento. Nos últimos seis pregões, o papel havia se valorizado 13 por cento, amparado na melhora dos reservatórios da empresa, bem como perspectivas de chuvas em razão do El Niño. (http://bit.ly/1Ozcw1g)

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=JBS caiu 1,33 por cento, contaminada pela nova etapa da operação Lava Jato da Polícia Federal. Em coletiva à imprensa sobre a operação, integrantes da força-tarefa da Lava Jato ligaram a empresa Bertin, do grupo JBS, à investigação.

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