Agência de risco vê exaustão em crescimento via consumo no Brasil
Segundo a Moody's, sentimento entre os consumidores e investidores piorou nos últimos 3 anos
Economia|Do R7

Embora a perspectiva de longo prazo para a classe média brasileira permaneça positiva, o sentimento entre os consumidores e investidores piorou significativamente nos últimos três anos, segundo relatório da Moody's sobre América Latina.
A agência de classificação de risco aponta que os setores mais vulneráveis são o de construção civil, siderurgia, automotivo e fabricantes de eletrodomésticos.
"O crescimento econômico conduzido pelo consumo alcançou um ponto de exaustão", indica a agência sobre o Brasil. Diante deste cenário, a Moody's acredita em uma baixa da concessão de crédito, taxas de juros elevadas e aumento do endividamento das famílias.
— O setor de construção civil e segmentos relacionados muito provavelmente estão vulneráveis, assim como determinados setores industriais como siderurgia, montadoras de automóveis e fabricantes de eletrodomésticos.
Leia mais sobre Economia e ajuste suas contas
Economista fala sobre rebaixamento da perspectiva de nota do Brasil. Confira no vídeo abaixo:
A qualidade das garantias nas securitizações, de acordo com a Moody's, também deverá se enfraquecer a medida que financiadores afrouxem os padrões de subscrição para acelerar as originações. A Moody's detalhou no relatório o desempenho de outras economias da América Latina, como Argentina, Chile, Peru, México e Colômbia, e apontou que o crescimento econômico da região está desacelerando, afetado negativamente tanto por consumo como por investimento.
A projeção da agência é de que a expansão na Argentina, Brasil, Chile e Peru fique abaixo da taxa média de crescimento registrada durante o período de 2004 a 2013. O México será o único país a apresentar evolução superior à sua média histórica.
Seja bombardead@ de boas notícias. R7 Torpedos
Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia















