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Análise: redução do valor da conta de luz causa impacto ‘incrível’ no bolso da população

Aneel anuncia uso de R$ 5,5 bi para diminuir até 4,5% do valor da energia; percentual varia de acordo com cada distribuidora

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Aneel aprova R$ 5,5 bilhões para reduzir até 4,5% da conta de luz.
  • Benefícios serão para 22 distribuidoras nas regiões Norte, Nordeste e partes de Minas Gerais e Espírito Santo.
  • Descontos serão aplicados gradualmente até 2026, impactando positivamente o orçamento das famílias.
  • Economistas alertam para a necessidade de políticas que ajustem o custo de vida à renda da população.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou o uso de R$ 5,5 bilhões para reduzir o valor da conta de luz. Serão beneficiados consumidores de 22 distribuidoras das regiões Norte e Nordeste, além de Mato Grosso e parte de Minas Gerais e do Espírito Santo. A redução pode chegar a até 4,5% na conta de energia. O percentual varia de acordo com a arrecadação de cada distribuidora.

A agência deve definir esses valores em julho, quando hidrelétricas podem antecipar o pagamento pelo uso de bem público. Esse recurso é pago à União pela utilização da água para geração de energia. O objetivo é reduzir a conta em regiões com custos mais altos, principalmente áreas isoladas que dependem de usinas a diesel.


Uma placa da Aneel aparece na frente de um edifício pertencente à companhia.
Aneel diz que descontos serão disponibilizados gradualmente ao longo de 2026 Reprodução / Record News

De acordo com a Aneel, os descontos serão disponibilizados gradualmente aos reajustes tarifários das distribuidoras ao longo de 2026. Segundo o economista e professor Rodrigo Simões, essa política pública é uma forma de ajudar os consumidores e tem um impacto “incrível” no bolso e na mesa da população, porque a energia elétrica é um item que pesa bastante no orçamento familiar.

“O ritmo do aumento do custo de vida é muito maior do que o aumento da renda. Isso tem impressionado as famílias, por isso que você vê hoje uma grande parte dos brasileiros endividados e também entrando na parte da inadimplência”, ressalta.


O economista opina ainda que o Brasil deve procurar estruturas que construam operações viáveis para que o custo de vida do brasileiro esteja mais adequado ao nível de renda da população.

“Ou a gente reduz despesa, ou aumenta receita. Se o país não consegue, de certa forma, criar políticas de energia, de saneamento, de investimento com empresas, a gente tem que buscar uma melhora da formação da mão de obra para que a renda cresça e consiga absorver o custo de vida”, destaca Simões.

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