Alemanha e França tiram zona do euro da recessão
A economia dos dois países cresceu mais rápido do que a dos Estados Unidos
Economia|Do R7
As economias da Alemanha e da França cresceram mais rápido do que a dos Estados Unidos no segundo trimestre, tirando a zona do euro de sua mais longa recessão.
A expansão no bloco formado por 17 países atingiu 0,3% ante o trimestre anterior, com suas duas maiores economias apresentando uma força inesperada, de acordo com dados da agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, nesta quarta-feira. Pesquisa da Reuters estimava alta de 0,2%.
A Alemanha cresceu 0,7%, a maior expansão em mais de um ano, graças principalmente ao consumo doméstico privado e público.
Já a economia da França teve uma expansão de 0,5%, tirando o país de uma leve recessão para registrar o crescimento trimestral mais forte desde o início de 2011. A virada foi provocada pelo gastos do consumidor e pela produção industrial, embora o investimento tenha caído novamente.
Em comparação, a economia dos Estados Unidos, considerada um dos pontos fortes da recuperação global, cresceu 0,4% no trimestre — 1,7% em bases canalizadas.
"Para o próximo ano, nossas projeções mostram que a recuperação (europeia) deve estar mais sólida, desde que possamos continuar a evitar novas crises políticas e turbulências do mercado", disse o Comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UME, Olli Rehn.
Ele acrescentou que não há espaço para complacência.
Outros países do bloco também mostraram melhora notável. O PI de Portugal cresceu 1,1% no trimestre devido a exportações mais altas e um alívio na queda dos investimentos. Áustria e Finlândia também tiveram expansão melhor.
Mas a recessão continuou na Holanda, assim como entre países da periferia afetados pela dívida, como Espanha e Itália.
"O retorno a taxas modestas de crescimento econômico na zona do euro como um todo não vai lidar com os profundos problemas fiscais e econômicos dos países periféricos", escreveram pesquisadores da Capital Economias em nota.
Recuperação irregular
Dados econômicos recentes e pesquisas de confiança sugerem que a economia alemã está se recuperando após contração no final de 2012 e um fraco início de 2013.
Mas olhando para o sul, um cenário diferente emerge.
O Fundo Monetário Internacional afirmou mais cedo neste mês que o programa de reforma de Madrid, a consolidação fiscal e o controle de desequilíbrios externos estão rendendo frutos, mas que uma ação urgente é necessária para criar empregos e estimular o crescimento.
O escopo e a forma da austeridade na União Europeia estão agora mudando. Autoridades ainda dizem que ajustes nos déficit excessivos e dívida alta são essenciais. Mas eles agora enfatizam que qualquer ação adotada não pode sufocar o crescimento e precisa ajudar a criar empregos.
O presidente do Banco Central Europeu, Marido Dragai, afirmou neste mês que as condições do mercado de trabalho permanecem fracas, embora ele espere que o crescimento do bloco se beneficie de uma recuperação gradual na demanda global.
"No geral, a atividade econômica da zona do euro euro deve se estabilizar e se recuperar a um ritmo lento. Os riscos que cercam o cenário econômico para a zona do euro continuam", disse Draghi após reunião do BCE em 1 de agosto.















