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Alíquota do IOF vai a 1,5% nas operações de crédito do BNDES e gerará R$3 bi à União

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - Empresários que forem buscar operações de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão ter de arcar, a partir desta terça-feira, com alíquota de 1,5 por cento do IOF sobre suas operações, medida que vai gerar receita extra para a União de 3 bilhões de reais em 12 meses.

A nova alíquota vai valer para o primeiro ano dos empréstimos, informou a coordenadora de tributos da Receita Federal, Cláudia Lúcia Pimentel. Até então, ela estava zerada e a mudança faz parte dos aumentos de impostos anunciados pelo governo na véspera para tentar minimizar o cenário de déficit primário esperado para 2016, em meio ao cenário de recessão econômica.

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Hoje, em grande parte, as linhas de crédito do BNDES têm correção pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), subsidiada pelo governo e atualmente em 6,5 por cento.

Em outra medida para gerar arrecadação, o governo revogou o programa de inclusão digital iniciado em 2005 pondo fim à alíquota zero do PIS/Cofins para produtos de informática, num esforço que deve gerar receita de 6,7 bilhões de reais em 12 meses.

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Com a extinção do programa, a alíquota conjunta dos dois tributos vão a 3,65 por cento para empresas optantes do lucro presumido e a 9,25 por cento para empresas do regime não cumulativo. Os aumentos entram em vigor em dezembro.

O governo também alterou o modelo de tributação de bebidas quentes, elevando a carga tributária de vinho, uísque, cachaças, conhaques, vodcas, licores e outros. As modificações, feitas na cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) desses itens gerará receita de 1 bilhão de reais em período de 12 meses.

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No mesmo pacote de aumentos, o governo alterou a forma de cobrança do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em receitas de direito de autor e imagem. A mudança eleva a carga tributária paga por ganhos obtidos por artistas e atletas, assegurando arrecadação de 615 milhões de reais.

"A gente não pode afirmar em que quantidade haverá algum tipo de acréscimo (de preços). A gente acredita que o sacrifício para a sociedade representa algo indispensável para que possa fazer o equilíbrio e apresentar aos setores (atingidos pelos aumentos) a efetiva correspondência da sua capacidade contributiva", afirmou o coordenador-geral de tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli.

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(Reportagem de Luciana Otoni)

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