Análise: alta do PIB reflete intenção do BC de desacelerar a economia por meio de juros
Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre, de acordo com dados divulgados nesta terça (1º) pelo IBGE
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre do ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Durante o período, a economia do país movimentou mais de R$ 3,4 trilhões.
O resultado positivo foi puxado pela agropecuária, com alta de 2,8% em relação aos três primeiros meses de 2026. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o crescimento foi de 2%.
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Em entrevista ao Conexão Record News, Daniel Teles, especialista em contas públicas, aponta que o resultado vem um pouco acima do esperado pelo mercado, com contribuição do agronegócio, porém com um desempenho muito fraco da indústria e queda no consumo das famílias.
“Começa a respingar no PIB a intenção do Banco Central de desacelerar a economia por meio de juros. Começa a surtir o efeito de uma Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) que, durante boa parte desses últimos 12 meses, desse último trimestre, caminhou acima dos 14% ao ano”, explica.
Segundo Teles, há sinais claros de que os últimos cortes na Selic surtiram efeito: “Vejo um cenário mais realista para mais cortes de juros nas próximas duas ou três reuniões, porque, em efeito prático, a gente está vendo que a política de juros está realmente funcionando e fazendo um caráter mais contracionista”, diz.
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