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Análise: Estado brasileiro ‘foi essencial’ para minimizar choque internacional da alta do petróleo

País foi o que menos sentiu o impacto do aumento dos combustíveis desde o início da guerra no Oriente Médio

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil foi o país menos impactado pela alta do petróleo desde o início da guerra no Oriente Médio, com a gasolina subindo apenas 4,9% em comparação à média global de 17,5%.
  • Medidas do governo federal, como controle de preços e subsídios, foram essenciais para mitigar os efeitos do aumento dos combustíveis no país.
  • Mahatma Ramos, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, destacou a importância do Estado brasileiro em minimizar os efeitos do choque internacional no mercado doméstico.
  • Há uma cobrança para que o governo e a Petrobras implementem medidas estruturais de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade do Brasil a choques no mercado de óleo e gás.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Desde o início da guerra no Oriente Médio, o Brasil foi o país que menos sentiu o impacto da alta do petróleo. Segundo levantamento do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), entre fevereiro e o início de junho, a gasolina subiu, em média, 17,5% no mundo; já no país, o aumento foi bem menor: 4,9%.

No caso do diesel, a alta global chegou a 23,3%, enquanto ficou em 13,6% no Brasil. O impacto menor está ligado às medidas adotadas pelo governo federal, como políticas de controle de preços e subsídios, que ajudaram a reduzir os efeitos do cenário internacional.


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“Nós observamos que o Estado brasileiro foi essencial para mitigar ou minimizar os efeitos desse choque internacional nos preços do petróleo aqui no mercado doméstico brasileiro”, aponta Mahatma Ramos, diretor técnico do Ineep e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (22).

Segundo Ramos, essas medidas emergenciais buscam diminuir os efeitos do choque inicial dos primeiros meses de guerra, e ainda é necessário avaliar se efetivamente o cessar-fogo que está em negociação vai se concretizar e, com isso, acabar com a pressão inflacionária sobre os preços dos combustíveis no mercado internacional.


“Mas o que nós cobramos também é que tanto o governo brasileiro quanto a Petrobras reforcem medidas estruturais de longo prazo para que o Brasil sofra cada vez menos com esses choques que estão cada vez mais recorrentes no mercado internacional de óleo e gás”, diz.

O diretor técnico destaca ainda a atuação da estatal como um ponto para a economia brasileira no setor de combustíveis. Porém, alerta para o processo recente de “desnacionalização e privatização”, que traz ao Estado limites maiores para os segmentos.

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