Análise: governo propõe paliativo para endividamento, mas precisa mudar a política de crédito
81,7 milhões de brasileiros estão negativados
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Com taxas de juros que chegaram a 428,3% ao ano em março de 2026, o uso do rotativo do cartão de crédito tem se tornado uma preocupação no Brasil e é considerado um dos mais caros e procurados pelas famílias brasileiras. De acordo com dados do BC (Banco Central), os empréstimos nessa linha somaram quase R$ 110 bilhões apenas no primeiro trimestre.
A situação financeira dos consumidores está cada vez mais crítica devido aos custos altos associados ao crédito rotativo. O número de brasileiros negativados atingiu a marca de 81,7 milhões. Para o economista Roberto Troster, o nível elevado de endividamento reflete diretamente na economia brasileira.

“Mais do que um em cada dois eleitores está com nome sujo. Não faz sentido isso, não faz sentido; você tem que mudar a política de crédito. Tem um indicador macroeconômico que mostra o crescimento da renda e o crescimento do consumo. O crescimento da renda está maior que o crescimento do consumo”, explica.
Além disso, Troster explica que, além dos altos juros cobrados pelos bancos, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) também contribui para aumentar as dívidas. Iniciativas governamentais têm sido discutidas como possíveis soluções temporárias, mas o economista acredita que medidas estruturais são necessárias para proporcionar um alívio real à população endividada.
“O governo tem um nó aí, pode fazer alguma coisa, e o que está querendo agora, com um paliativo, o Desenrola 2, como está sendo chamado, é postergar a hora da verdade. Não existe nenhum paliativo que vai fazer com que isso mude. Você tem que mudar a política de crédito no Brasil”, afirma.
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