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Liquidação do Master foi ‘crise pontual’ e não gerou impactos no sistema financeiro, diz BC

Apesar de escândalo que envolveu a instituição financeira privada, clientes direcionaram recursos investidos para outras de maior porte

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Supostas fraudes levaram à liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado Master.
  • Banco Central classificou o caso como "crise pontual" sem efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional.
  • Clientes do Master direcionaram recursos para bancos maiores após pagamento pelo Fundo Garantidor de Créditos.
  • Crise no Banco Master resultou em novas liquidações de instituições financeiras no país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mesmo com crise do Banco Master, permanece alta confiança na estabilidade do SFN, segundo relatório Rovena Rosa/Agência Brasil – Arquivo

As fraudes investigadas que levaram à liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não geraram “efeitos sistêmicos” ao SFN (Sistema Financeiro Nacional), aponta um relatório divulgado pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (25).

O caso, classificado pela autoridade monetária como uma “crise pontual”, não gerou impacto “relevante nas taxas praticadas em instrumentos garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos)“.


Criado em 1995, o FGC opera como uma associação privada, sem fins lucrativos e integrante do SFN, que atua na prevenção de crises bancárias sistêmicas, bem como para proteger depositantes e investidores.

O fundo atua, principalmente, na execução de operações para assistência estrutural ou de liquidez às instituições financeiras associadas, bem como para administração dos mecanismos de proteção do sistema financeiro que preveem o pagamento de garantias.


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Com a crise no Master, a maior parte dos clientes da instituição direcionou recursos para bancos de maior porte, segundo o BC. E esse direcionamento ocorreu após o ressarcimento pelo FGC dos valores investidos.

A crise do Master desencadeou uma onda de novas liquidações de instituições financeiras no país, o que fez o Banco Central decretar a interrupção das atividades de ao menos oito delas, de novembro último até fevereiro deste ano.


“Os mecanismos de proteção associados ao Fundo Garantidor de Créditos foram acionados conforme o modelo institucional vigente, evidenciando a capacidade de absorção de choques e a resiliência do sistema financeiro”, justificou o BC.

O relatório também destaca que, de forma geral, o SFN permanece com capitalização e liquidez “confortáveis”, além de provisões “adequadas ao nível de perdas esperadas”. A autoridade monetária ainda acrescentou que não existe risco relevante para a estabilidade financeira do país após o escândalo do Banco Master.

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