Análise: parceria com os EUA é importante para que o Brasil não fique apenas nas commodities
Exportações ao território norte-americano de janeiro a julho atingem menor nível em três anos
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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De janeiro a julho, o Brasil registrou o menor nível de exportações aos Estados Unidos em três anos. O recuo de pouco mais de 12% em comparação com o período de 2025 representa a queda de US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões, na cotação atual) na receita de exportações brasileiras ao território norte-americano.
Entre os produtos alvos das novas taxas impostas no mês passado pelos Estados Unidos, a queda das exportações foi ainda maior e pode chegar, em alguns casos, a 31,5% no acumulado de 2026.
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“Caiu 12% para os Estados Unidos, mas, mesmo com essa queda, para o mundo nossas exportações cresceram 10,5% nesse período. Então, está compensando; não são grandes os problemas macroeconômicos, mas é claro que é um problema”, afirma o economista Ricardo Buso, em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (12).
Segundo ele, os Estados Unidos são um importante parceiro comercial, no sentido de absorver valor agregado para que o Brasil não fique apenas nas commodities. “Nós temos tarifas das mais variadas para comentar que causam impactos. Além dos impactos diretos, deixam as empresas, deixam os produtores e exportadores brasileiros com muita dificuldade de planejamento”, diz.
Buso explica que a escala dos EUA é muito difícil de reposicionar, e é necessário passar pela China: “Sai de uma dependência para cair em outra, o que, óbvio, não é bom, porque nesse setor de comércio internacional, diversificação tem que ser a palavra de ordem.”
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