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Análise: participação de novos países desgasta capacidade diplomática do Brics

Economista analisa posicionamento dos países do bloco diante da inclusão de Etiópia, Egito, Irã e Emirados Árabes Unidos nas discussões

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A reunião do Brics na Índia resultou em divergências, sem a emissão de uma declaração conjunta.
  • O economista Ricardo Buso critica a falta de clareza nas discussões, especialmente sobre questões econômicas.
  • O conflito no Oriente Médio gerou diferentes posicionamentos entre os países membros, dificultando a negociação conjunta.
  • A inclusão de novos membros como Etiopia, Egito, Irã e Emirados Árabes Unidos complica as relações diplomáticas do bloco.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após dois dias de reunião na Índia, os países do Brics não emitiram a tradicional declaração conjunta. Ainda que muito diplomática e com poucos efeitos práticos imediatos, o economista Ricardo Buso lamenta a ausência de qualquer tipo de comunicação coletiva oficial e a falta de clareza sobre quaisquer discussões econômicas.

O encontro terminou nesta sexta-feira (15) apenas com uma nota da presidência, que indica divergências do grupo. A principal delas envolve o posicionamento em relação ao conflito no Oriente Médio. Segundo o comunicado, alguns países defenderam uma solução rápida, enquanto outros focaram na necessidade de respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados.


'Brics estava com tudo de bandeja para mostrar que dá para negociar', diz economista REPRODUÇÃO/RECORD NEWS/11.02.2025

A nota fala ainda da importância de garantir a segurança do comércio marítimo internacional, além de proteção de infraestrutura e de civis em áreas afetadas. “Estamos num cenário global muito tenso de enfraquecimento significativo das relações multilaterais, e o Brics estava com tudo de bandeja para mostrar que dá para negociar, que dá para ter multilateralismo e ter conversas por vias diplomáticas”, diz o especialista em entrevista ao Conexão Record News, referindo-se à inclusão de Etiópia, Egito, Irã e Emirados Árabes Unidos nas reuniões.

Enquanto o Irã é o alvo do conflito, os Emirados Árabes Unidos são um aliado de primeira linha dos Estados Unidos, ele pontua. “O Irã diz que não bombardeou os Emirados Árabes Unidos, mas a base americana que está nos Emirados Árabes. Então aí aparece uma divergência muito grande, que é muito difícil colocar dois atores desse grau de envolvimento na mesma mesa numa decisão conjunta”, pondera.

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