Logo R7.com
RecordPlus

Anatel nega possibilidade iminente de intervenção na Oi; ação despenca

Em nota à imprensa divulgada nesta sexta-feira (16), a agência também negou aplicação de caducidade nas concessões de telefonia fixa

Economia|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Rumores de intervenção federal na empresa derrubaram as ações
Rumores de intervenção federal na empresa derrubaram as ações

Em nota à imprensa divulgada nesta sexta-feira (16), a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), negou a possibilidade iminente de decretação de intervenção ou aplicação de caducidade das concessões de telefonia fixa do Grupo Oi S/A, que está em recuperação judicial. 

As ações da Oi (OIBR3 e OIBR4) chegaram a cair mais de 17% após reportagem divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo que a situação da empresa piorou nos últimos meses e voltou a preocupar a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), responsável por regular o setor, que estaria cogitando uma possível intervenção.


Na quinta-feira (15), as ações da empresa já haviam registrado forte queda de mais de 10% após a divulgação de que o prejuízo líquido no segundo semestre foi maior do que o esperado pelos analistas.

Ao ser perguntado se o governo iria intervir para cancelar a concessão da companhia, o presidente Jair Bolsonaro negou a possibilidade. "Nós vamos honrar contratos. Temos que honrar contratos senão o governo perde a credibilidade", declarou.


A Oi enfrenta um processo de recuperação judicial de R$ 65 bilhões para tentar afastar o risco de falência.

Leia a nota da Anatel na íntegra:


"NOTA À IMPRENSA 

Leonardo Euler de Morais


Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

De início, com todo o respeito à imprensa, não se atestam as informações veiculadas na data de hoje, em matéria publicada pelo jornal Estado de São Paulo (“Situação das contas da Oi piora e Anatel estuda intervenção”), concernentes à possibilidade iminente de decretação de intervenção ou de aplicação de caducidade às concessões de telefonia fixa do Grupo Oi S/A.

O acompanhamento especial da prestação de serviços de telecomunicações pelas empresas integrantes do referido Grupo, bem como de sua situação econômico-financeira, vem sendo feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de forma permanente desde 2014.

A partir de junho de 2016, com o início do processamento do pedido de Recuperação Judicial do Grupo, a tutela da observância das medidas de soerguimento das empresas passou a se dar também no âmbito do Judiciário, pelo Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro – RJ. Desde então, estabeleceu-se entre Anatel e Juízo competente, relação construtiva, respeitadas as respectivas esferas de atuação.

Como é sabido, as empresas integrantes do Grupo estão entre as maiores prestadoras de serviços de telecomunicações – telefonia fixa e móvel, banda larga e televisão por assinatura – e posicionam-se entre as maiores provedoras de infraestrutura do setor de telecomunicações, essencial para a integridade do sistema nacional. 

Para o regulador setorial, por força de suas competências legais, têm primazia a efetiva preservação e a continuidade dos referidos serviços. Nesse contexto, uma solução de mercado definitiva é o cenário preferencial para a evolução positiva da situação do Grupo, diante de sua aderência ao modelo regulatório vigente.

Soluções de outra natureza são excepcionais e ultima ratio. Dependem não apenas do atendimento das hipóteses previstas em Lei, mas também de se mostrarem, ante a análise de conveniência e oportunidade, instrumentos hábeis a alcançar posição mais segura e favorável ao interesse público. 

Ademais, qualquer providência administrativa deve assegurar às partes envolvidas a observância dos direitos garantidos pela Constituição, pela Lei e pelo Regimento da Anatel. 

A atuação no referido acompanhamento pressupõe, de todos os agentes envolvidos, alto grau de prudência e discrição no tratamento da matéria, vez que eventuais manifestações, sem lastro factual, podem causar impactos sobre o mercado e externalidades negativas com efeitos deletérios sobre o custo de capital do setor, transbordando, inclusive, o caso concreto.

Entende-se que o trato das informações no âmbito da Anatel é essencial para a manutenção da credibilidade de seu papel como regulador de um dos setores mais relevantes da economia nacional.

Brasília, 16 de agosto de 2019.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.