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Após 3 quedas seguidas, confiança dos serviços volta a subir em abril

Apesar de alta na confiança dos serviços, índice é o 2º menor desde 2008

Economia|Do R7, com Reuters

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As avaliações sobre o momento atual ficaram estáveis, e o destaque foi a melhora das expectativas
As avaliações sobre o momento atual ficaram estáveis, e o destaque foi a melhora das expectativas

A confiança dos serviços, medida pela FGV (Fundação Getulio Vargas), interrompeu série de três quedas seguidas e subiu 4,2% entre março e abril, considerando-se dados com ajuste sazonal. Apesar de representar a primeira alta no ano, o índice de 85,9 pontos é o segundo menor da série iniciada em junho de 2008.

O consultor da FGV/IBRE, Silvio Sales, afirma que a primeira elevação da confiança do setor no ano não altera a percepção desfavorável das empresas sobre o rumo dos negócios.


— As avaliações sobre o momento atual ficaram estáveis, e o destaque foi a melhora das expectativas. Devemos aguardar os próximos resultados, mas é provável que essa alta de abril reflita a combinação de dois fatores: acomodação do índice após queda acentuada; e uma aparente redução de incertezas relacionadas, por exemplo, ao ambiente político ou à possibilidade de racionamento energético.

O movimento positivo do indicador de otimismo em abril alcançou dez de 12 atividades e foi determinado, principalmente, pela melhora das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Expectativas avançou 7,0%, ante queda de 10,7% no mês anterior. Já o Índice de Situação Atual, que havia recuado 14,1% em março, ficou praticamente estável, ao variar 0,2%.


A melhora do otimismo em relação ao futuro entre março e abril foi determinada pelo aumento de 10,1% do indicador de Demanda Prevista e de 4,0% do indicador de Tendência dos Negócios. A proporção de empresas esperando aumento da demanda nos próximos três meses passou de 20,2% para 24,4% do total, enquanto a parcela das que esperam redução diminuiu de 22,9% para 17,3%.

A suave melhora em relação à situação atual entre março e abril foi determinada pelo aumento de 4,4% do indicador de Situação Atual dos Negócios, atingindo 66,1 pontos. O indicador de Volume de Demanda Atual, por sua vez, recuou 4,5% no mesmo período.


Na edição de abril da Sondagem de Serviços destaca-se ainda a melhora em 3,8% no indicador que mede o ímpeto de contratações pelo setor nos próximos meses. Apesar disso, o indicador de Emprego Previsto registrou 90,1 pontos, o segundo menor nível da série.

Destaca-se também que pelo quarto mês consecutivo foi registrada uma proporção maior de empresas prevendo corte de vagas nos três meses seguintes (20,4%) que de empresas prevendo aumento (10,5%). Considerando-se toda a série histórica iniciada em junho de 2008, somente em março de 2009 havia ocorrido um saldo negativo (indicador inferior a 100 pontos) anteriormente.

A edição de abril de 2015 coletou informações de empresas entre os dias 2 e 27 deste mês.

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