Logo R7.com
RecordPlus

Após prejuízo, Petrobras diz que foco é na rentabilidade, não na produção

Empresa terá corte de 5% nos investimentos sobre a produção neste ano

Economia|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Equipe financeira deve permanecer na empresa no curto prazo
Equipe financeira deve permanecer na empresa no curto prazo

Após anunciar o terceiro prejuízo trimestral seguido, a Petrobras deverá priorizar a rentabilidade, com corte de 5% nos investimentos neste ano, sobre a produção. A estratégia da diretoria é garantir que a receita própria cubra os gastos com passivos financeiros e investimentos, sem captações. A equação pode reverter o alto endividamento da estatal — o tempo de recuperação é a incógnita que preocupa o mercado financeiro.

"É muito difícil prever (esse prazo)", reconheceu o diretor financeiro, Ivan Monteiro, em teleconferência a analistas.


— Em vez de focar na produção, a diretoria foca na rentabilidade e liquidez (...) começando pela maior disciplina de capital, pela redução dos custos ou da natureza do negócio. O conjunto de iniciativas deve acelerar ao longo de 2016 e levará a esse horizonte que tanto desejamos.

De janeiro a março, a companhia teve saldo de R$ 2,4 bilhões entre o lucro operacional sobre o total de investimentos. Com o fluxo de caixa positivo, o saldo é uma marca da reengenharia financeira feita pela gestão de Aldemir Bendine. A equipe deve permanecer na empresa no curto prazo. Segundo fontes, a sinalização foi dada pelo presidente em exercício, Michel Temer.


Como a saída de Dilma muda o panorama político na América Latina

As incertezas do momento, entretanto, ainda alarmam os investidores. As ações da companhia fecharam em queda, ontem, entre 3,37% e 4,64%. Analistas criticaram a "enorme quantidade de potenciais passivos" financeiros relativos à dívida da companhia, que chegou a R$ 450 bilhões.


China diz esperar estabilidade no Brasil após afastamento de Dilma

"Despesas com juros e variações cambiais têm, trimestre após trimestre, ofuscado os bons resultados operacionais", avalia relatório do banco Credit Suisse, que destacou alta de 55% no prejuízo financeiro do trimestre. "O saldo de caixa das operações superou os investimentos no período, mas não o suficiente para cobrir também os pagamentos de juros", completa.


O aperto de capital da companhia começa com a revisão em 5% dos investimentos neste ano, somando US$ 19 bilhões. No primeiro trimestre, a redução de desembolsos chegou a 14%. Na estimativa para 2017 e 2018, a estatal planeja caixa de US$ 20 bilhões com visão "conservadora" para novas captações.

"Uma componente importante que pode acelerar o processo de redução do endividamento e contribuir para que a geração de caixa cubra todos os investimentos, inclusive o serviço da dívida, é o desinvestimento", reforçou Ivan Monteiro. Ele reforçou a crença na meta "desafiadora" de vendas - até agora, a estatal arrecadou 10% da meta de US$ 14 bilhões. 

Conheça o R7 Play e assista a todos os programas da Record na íntegra!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.