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Após rumores sobre novo ministro da Fazenda, dólar segue em R$ 2,60

Incertezas levou a moeda norte-americana a subir em 10 das últimas 11 sessões

Economia|Do R7

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Moeda subiu 0,02% nesta segunda-feira
Moeda subiu 0,02% nesta segunda-feira

O dólar fechou quase estável ante o real nesta segunda-feira (17) em um pregão volátil, ainda reagindo às incertezas sobre o futuro da política econômica, mas rumores de que o próximo ministro da Fazenda teria um perfil que agrada mais o mercado compensaram a pressão.

O quadro doméstico de incertezas levou a moeda norte-americana a subir em 10 das 11 sessões passadas e renovar as máximas em quase uma década, o que, segundo analistas, abriu espaço para ajustes neste pregão.


A divisa dos Estados Unidos teve leve variação positiva de 0,02%, a R$ 2,6013 na venda, ainda na máxima desde abril de 2005. Nesta sessão, o dólar foi negociado a R$ 2,6201 na máxima e R$ 2,5808 na mínima. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,4 bilhão.

"Essa incerteza sobre o ministro [da Fazenda] está deixando o mercado tão sensível quanto estava na época das pesquisas eleitorais", disse o operador de câmbio da corretora B&T Marcos Trabbold.


Diversos rumores sobre a equipe econômica têm circulado nas mesas de câmbio nas últimas sessões. Segundo operadores, os boatos desta manhã não citavam nomes, apenas expectativas de que o próximo ministro da Fazenda, que substituirá Guido Mantega, teria uma posição mais pró-mercado.

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Os nomes mais cotados nos últimos dias para o posto eram o ex-secretário-executivo da pasta Nelson Barbosa, o ex-presidente do BC Henrique Meirelles — claro favorito do mercado — e o atual presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini.

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"O cenário interno definitivamente não está favorável. Temos muita indefinição, sobre a equipe econômica, Petrobras, política econômica. Nesse contexto, o investidor não se arrisca", afirmou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, referindo-se aos desdobramentos da operação Lava Jato da Polícia Federal e à suspensão da divulgação do balanço da petrolífera.

O avanço recente da moeda norte-americana levou o BC (Banco Central) a aumentar a oferta de swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, na rolagem dos contratos que vencem em dezembro.

O BC vendeu nesta sessão a oferta integral de até 14 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 1º de dezembro, equivalentes a US$ 9,831 bilhões, mais do que os 9.000 que vinha ofertando até então. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 47% do lote total.

Mais cedo, o BC também vendeu a oferta total de até 4.000 swaps pelas atuações diárias, com volume correspondente a US$ 197,4 milhões. Foram vendidos 3.000 contratos para 1º de junho e 1.000 para 1º de setembro de 2015.

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