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Aumento no preço do combustível por causa da disparada do dólar está fora de questão, diz ministro 

Segundo Guido Mantega, flutuação do câmbio não deve continuar por muito tempo

Economia|Vanessa Beltrão, do R7

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Ministro Guido Mantega em evento nesta segunda-feira (26)
Ministro Guido Mantega em evento nesta segunda-feira (26)

Nos últimos dias, especulações do mercado apontavam que a Petrobras faria reajuste nos preços do diesel e da gasolina no Brasil. Porém, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira (26) que se houver a alta, esta não será uma consequência da disparada do dólar.

— Não haveria aumento no preço [combustível] em função da variação cambial [alta do dólar frente ao real].


Mantega também não cravou se vai haver realmente o aumento.

— Não sei e não tenho definição nenhuma.


A Petrobras importa óleo e combustíveis e a alta da moeda americana pode afetar negativamente as suas contas. Mantega também afirmou que impedir a flutuação do câmbio (alta do dólar frente ao real) é impossível no momento.

— O ideal é que o mercado encontre um equilíbrio.


Na última quinta-feira (21), a moeda americana atingiu a maior cotação desde 2008 e fechou em R$ 2,45. Porém após o anúncio do Banco Central de que irá intervir no mercado com até US$ 55 bilhões até o final do ano, o dólar teve uma queda de 3% e fechou a última semana em R$ 2,35. Nesta segunda-feira (26), o dólar comercial abriu em R$ 2,364.

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O ministro também afirmou que apostar que o câmbio continuará subindo pode ser um problema. Isso porque, segundo ele, a valorização da moeda americana não irá muito longe.

— Alerta para aqueles que acham que o câmbio flutua numa direção só... Em algum momento essa volatilidade vai parar. 

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A alta é influenciada pela recuperação da economia americana e pelo aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, atraindo muitos investidores que antes faziam as suas apostas nos países emergentes, como China e Brasil.

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— A melhoria dos Estados Unidos é boa para economia mundial, mas devido a mudanças de estímulos monetários causam uma turbulência cambial e financeira e atrapalha todo mundo.

Economia brasileira sólida

O ministro participou, nesta segunda (26), em São Paulo, de um encontro com empresários do grupo Lide (Grupo de Líderes Empresariais). Durante discurso bem otimista sobre a retomada do crescimento econômico, Mantega afirmou que a economia brasileira continua sólida e que não há saída de capitais do País. Um exemplo disso seria que, no primeiro semestre deste ano, o IED (Investimentos Estrangeiros Diretos) somaram US$ 30,027 bilhões, quantia superior ao registrado no mesmo período do ano passado, US$ 29,730 bilhões.

Ele também ressaltou que, no ano passado, o Brasil foi o país que mais recebeu investimento estrangeiro, perdendo apenas para China e Estados Unidos.

— Esse ano, nós devemos estar repetindo essa situação.

Ainda de acordo com o ministro, diferentemente do Brasil, outros países emergentes já perderam US$ 150 bilhões das reservas.

— Nos outros países, ocorre saída de capitais e aqui não há.

A previsão do ministro é que o País cresça 2,5% este ano e 4% em 2014.

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