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Banco Central define intensidade de corte da taxa básica de juros nesta quarta-feira

Mercado financeiro prevê que a Selic será reduzida em 0,5 ponto percentual pela segunda vez consecutiva, para 12,75% ao ano

Economia|Do R7

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Queda esperada da taxa Selic deve persistir até 2025
Queda esperada da taxa Selic deve persistir até 2025

Os diretores do Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), voltam a se reunir nesta quarta-feira (20) para definir o ritmo de cortes da taxa básica de juros, atualmente em 13,25% ao ano.

A expectativa dos analistas do mercado financeiro é que a taxa Selic seja reduzida em 0,5 ponto percentual, de 13,25% para 12,75% ao ano. A estimativa surge após o primeiro corte desde 2020 ter sido anunciado na reunião passada.


Ontem (19), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os diretores da autoridade monetária fizeram apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro. Hoje, o grupo avalia possibilidades futuras até definir o patamar da Selic, a ser anunciado após as 18h.

Para Miguel José Ribeiro de Oliveira, da Anefac (Associação Nacional de Executivos), a redução a ser anunciada terá um efeito muito pequeno nas operações de crédito no Brasil. "Existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas de juros cobradas aos consumidores que na média da pessoa física atingem 124,76% ao ano, provocando uma variação de mais de 800% entre as duas pontas", explica.


Na ata da última reunião, ao justificar o surpreendente corte de 0,5 ponto percentual dos juros básicos, o Copom estimou que novas reduções da mesma magnitude seriam anunciadas nos próximos meses.

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"Os membros do Comitê concordaram unanimemente com a expectativa de cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões e avaliaram que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário", destaca o documento.


As perspectivas de que o BC vai manter a intensidade da redução dos juros surge em linha com a recente perda de força da inflação. A alta de preço abaixo das expectativas ao longo do mês de agosto aumenta, inclusive, a chance de uma política monetária menos restritiva, com queda de 0,75 ponto percentual da taxa básica de juros no mês de dezembro.

Após a segunda baixa consecutiva da taxa Selic ser confirmada, os analistas preveem dois novos recuos de 0,5 ponto percentual dos juros básicos nos meses de novembro e dezembro, movimento que, se confirmado, levará a Selic a 11,75% ao ano na entrada de 2024. Conforme as projeções, a trajetória de baixas deve persistir em 2024 (9% ao ano) e em 2025 (8,5% ao ano).

Juros básicos

A taxa Selic, usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais, é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado.

Em linhas gerais, é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo a empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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