Banco Central deve anunciar a regulação das fintechs em abril
Com as normas, as empresas de tecnologia que criam inovações financeiras devem ampliar competição na área de crédito
Economia|Karla Dunder, do R7

As fintechs, como são chamadas as empresas de tecnologia que criam inovações na área financeira, podem ajudar a dar maior competição no mercado de crédito. O segmento aguarda regulação do Banco Central, que deve sair em abril. A proposta tem de ser apreciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)
O presidente do BC, Ilan Goldfajn, durante uma palestra no Conselho de Negócios Brasil-Florida, no início do mês, afirmou que as fintechs estão crescendo de forma significativa. “Queremos a competição na área de crédito”. E destacou o papel que essas empresas têm na inovação e nas mudanças que tem promovido no setor financeiro.
Goldfanj observou que o segmento faz parte da agenda BC+, que tem como objetivo dar maior eficiência ao sistema financeiro e reduzir o custo dos empréstimos no Brasil. Também destacou durante o evento a necessidade de investir em segurança cibernética. “Quanto mais tecnológico, mais eletrônico, os nossos problemas vão deixar de ser físicos para serem eletrônicos”, avaliou.
Para Rafael Pereira da Associação Brasileira de Crédito Digital o movimento do BC é bastante positivo para as fintechs. “A regulação tem um bônus para as empresas que estão crescendo porque pode dar mais segurança, também permite que as fintechs cresçam de forma sustentável. ”
Paulo Deitos, Diretor da ABFintechs, diz que é importante jogar conhecendo as regras. “Vemos com bons olhos a normatização, é importante saber o que pode e aquilo que não pode. Tivemos conversas iniciais, duas consultas públicas sobre fintechs e esperamos que sejam validadas. ”
Atualmente, o crédito é vinculado a uma instituição financeira, como observa Pereira. “Praticamente cinco instituições controlam o crédito hoje no Brasil, a partir do momento que a fintech em si se tornar uma financeira terá mais competitividade. ”
“Quanto mais fintechs começarem a atuar na área, obviamente o mercado terá uma competição maior e a consequência será a queda de juros para o consumidor”, destaca Deitos.















