Biometria substitui senhas e torna transações financeiras mais seguras
Tecnologia já é realidade no mercado brasileiro e promete ultrapassar barreira das compras online e chegar até as escolas e universidades
Economia|Karla Dunder, do R7

A ideia é tornar a compra cada vez mais segura e, ao mesmo tempo, poupar o cliente de constrangimentos e dores de cabeça. Esses são os principais argumentos para o uso da biometria nos meios de pagamento, tendência que, segundo especialistas, veio para ficar e deve ganhar mais espaço nos próximos anos.
A biometria deve cada vez mais substituir as senhas no dia a dia.
O Diretor de Soluções de Segurança da Mastercard para o Brasil e Cone Sul, Renato Ottoni, afirma que as transações estão cada vez mais digitais e mais seguras.
“O consumidor não percebe, mas uma série de sistemas analisam as transações antes de negar ou bloquear o cartão em caso de suspeita de fraude”, explica.
Muito mais que as compras realizadas com o cartão físico, aquele com chip, as operações ocorrem cada vez mais via internet. E como saber se a pessoa que está efetuando a compra é de fato a dona do cartão? E como não bloquear uma compra à toa?
Para evitar as fraudes cibernéticas e, ao mesmo tempo, reduzir o número de transações negadas, muitas delas sem real necessidade da negativa, as empresas investem cada vez mais em desenvolver tecnologias ligadas à biometria.
“Essa é uma tecnologia que veio para ficar, cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, como nos celulares com a digital substituindo as senhas”, explica Danny Kabiljo, da Fullface, uma empresa especializada na solução de reconhecimento facial.
“No caso da biometria facial e íris dos olhos, que também são utilizadas nos telefones, houve um avanço tecnológico nos últimos anos, a imagem é decodificada e transformada em algoritmos, o que torna todo o processo muito mais seguro”, completa.
Ainda em estudo, mas que deve chegar à indústria nos próximos anos, é a chamada biometria comportamental. “Por meio de inteligência artificial, é possível identificar um padrão de comportamento: como a pessoa digital, como segura o celular, a velocidade com que digita, características próprias que conferem autenticidade à operação”, explica Ottoni.
Mas não é só o sistema financeiro que pode se beneficiar dessa tecnologia. Para Kabiljo, escolas e universidades poderão "ter um controle melhor dos seus alunos tanto em salas físicas e virtuais", diz. "Companhias aéreas conseguem acompanhar todo o processo do passageiro, que deixa de ser apenas um número do e-ticket".















