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BNDES estima alta de 17% em investimentos no Brasil entre 2015 e 2018

O destaque do segmento industrial deverá ser o setor de petróleo e gás

Economia|Do R7

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O setor de petróleo e gás tem estimativa de aumento dos investimentos de R$ 358 bilhões para R$ 509 bilhões
O setor de petróleo e gás tem estimativa de aumento dos investimentos de R$ 358 bilhões para R$ 509 bilhões VASILY FEDOSENKO/REUTERS

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estimou nesta quarta-feira (3) investimentos na economia brasileira de R$ 4,1 trilhões entre 2015 e 2018, um incremento de 17% em relação aos R$ 3,5 trilhões realizados entre 2010 e 2013.

O setor industrial, segundo o estudo do banco, deve investir R$ 909 bilhões nos próximos quatro anos ante R$ 767 bilhões entre 2010 e 2013, uma alta de 18,5%.


"O que há de interessante em relação ao último estudo, além do aumento da perspectiva de investimentos, é uma melhora na qualidade dessa expansão, onde se vê nitidamente uma maior preocupação com questões ambientais e da economia verde", disse a jornalistas o economista-chefe da área de pesquisas econômicas do banco, Fernando Puga.

Segundo o BNDES, o destaque do segmento industrial deverá ser o setor de petróleo e gás, com estimativa de aumento dos investimentos de R$ 358 bilhões para R$ 509 bilhões, ou alta de 42%, entre 2015 e 2018.


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"No setor de óleo e gás os investimentos continuam robustos para o desenvolvimento do pré-sal, que demanda um investimento expressivo em capital", disse Puga.

Enquanto isso, o setor automotivo deve investir R$ 59 bilhões no próximo quadriênio, montante praticamente estável ante o período de 2010 a 2013.


Por outro lado, setores como extrativa mineral, siderurgia, e sucroenergético devem reduzir investimentos, de acordo com o BNDES, em um cenário de queda nos preços de commodities como minério de ferro e crise na indústria de açúcar e álcool.

Durante os próximos quatro anos, a indústria extrativa mineral deve investir R$ 40 bilhões, queda de 8% ante o período de 2010 a 2013. Já o de produção de aço investirá R$ 12 bilhões, 38,5% a menos que no período de 2010 a 2013. O segmento de açúcar e etanol deve investir R$ 25 bilhões, queda de 40,5%.

"O preço das commodities em queda é uma variável importante e determinante para alguns setores definirem seus investimentos", disse Puga.

Infraestrutura

O BNDES projetou uma expansão de 30,8% nos investimentos em infraestrutura no país, totalizando R$ 598 bilhões entre 2015 e 2018, ante R$ 457 bilhões entre 2010 e 2013.

No governo Dilma Rousseff, o setor ganhou prioridade com concessões à iniciativa privada visando melhorar a capacidade logística do país.

Os destaques em infraestrutura serão os setores de telecomunicações, com previsão de investimento de R$ 141 bilhões, alta de 37,8% (alavancada pela tecnologia 4G); e rodovias, com recursos de R$ 80 bilhões e crescimento de 29%.

A expectativa para a área de ferrovias é de investimentos de 45 bilhões de reais, uma expansão de 98,9%. Já portos têm expectativa de R$ 36 bilhões, alta de 141%; e para aeroportos o banco espera R$ 16 bilhões, um incremento de 49,5%.

O setor elétrico, que passou por dificuldades neste ano e precisou de seguidos socorros do governo federal em um cenário de falta de chuvas e uso intenso de termelétricas, deve manter seus investimentos entre um período e outro, com crescimento previsto de apenas 0,5%, totalizando R$ 192 bilhões para entre 2015 e 2018.

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