BNDES trabalha ‘pesadamente’ para desenvolver tecnologias com minerais críticos, diz diretor
José Luis Gordon detalhou estratégias da instituição em entrevista à RECORD NEWS
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Em junho, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) completou 74 anos, com o compromisso de ampliar recursos para financiar setores estratégicos da indústria nacional.
Em entrevista exclusiva ao Link News desta terça-feira (30), José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, diz que os focos estratégicos do banco para os próximos anos são investir na indústria, para que ela seja cada vez mais competitiva e inovadora, e apoiar o empreendedor.

Sobre a questão de minerais críticos, Gordon esclarece que o mundo desistiu de depender de apenas um único país que domina as tecnologias, a China, e passou a prestar mais atenção na capacidade brasileira.
“Estamos trabalhando pesadamente para desenvolver pesquisa, desenvolvimento e novas tecnologias a partir de minerais críticos. Então, um conjunto de instituições, de ações para poder estimular essa agenda estratégica”, afirma.
Segundo o diretor, o Brasil busca depender menos de importações e, por isso, o BNDES está investindo em pesquisas e novas tecnologias que possam fortalecer produções nacionais.
“O governo é multilateral. Queremos trabalhar com todo mundo que irá trabalhar com a gente, seja em minerais críticos, setor automotivo ou indústria de fármacos. O importante é que a gente tenha uma indústria forte, que gere emprego e renda aqui e tenha capacidade competitiva”, ressalta Gordon.
Em relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o diretor do banco aponta que o Brasil está trabalhando para impulsionar a indústria a fim de torná-la mais competitiva quando comparada à europeia e encorajar o empreendedor que deseja inovar e competir para ganhar mercado.
“Por outro lado, tem uma outra perna com a União Europeia, que é as empresas multinacionais europeias usarem o Brasil como hub também para desenvolver tecnologia, produzir aqui para outros lugares, para o resto da América do Sul, América Latina, para a África, e a gente tem visto esse movimento. Em função da guerra da Ucrânia com a Rússia, muitas empresas alemãs, por exemplo, perceberam que têm que descentralizar a produção em um lugar onde elas têm muita proximidade”, explica.
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