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Boletim Focus apresenta cenário estável que incentiva a diminuição da taxa de juros

Depois de 15 semanas seguidas de previsão de alta na inflação em 2026, o valor se estabilizou em 5,33%

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Banco Central divulgou o Boletim Focus, indicando estabilização da inflação em 5,33% para 2026, acima da meta de 4,15%.
  • Analistas preveem continuidade da alta dos juros em 2027 e dólar a R$ 5,20 em 2026.
  • O economista Miguel Daoud alerta para possíveis aumentos futuros na expectativa de inflação e seus impactos econômicos.
  • Contratos futuros indexados pela taxa de juros indicam que até 2030 não haverá taxa abaixo de dois dígitos devido ao gasto excessivo do governo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (29) o Boletim Focus, uma pesquisa semanal que avalia o sentimento de instituições financeiras em relação ao crescimento do país. Os resultados da vez mostram que, depois de 15 semanas seguidas de previsão de alta na inflação em 2026, o valor se estabilizou em 5,33%. A pausa é animadora, mas ainda está acima da meta de 4,15% elaborada pelo governo.

O relatório ainda mostrou que os analistas projetam a continuidade da alta nos juros em 2027 e que o dólar deve fechar 2026 em R$ 5,20. O economista Miguel Daoud explicou que o Banco Central utiliza estas previsões para arbitrar a taxa de juros e que o cenário atual de estabilidade incentiva a diminuição dela.


“Mas nada impede que, até a semana que vem, [...] ocorra algum fator que leve o mercado a ter uma expectativa maior”, avaliou o especialista durante o Conexão Record News desta segunda-feira (29). Durante a conversa, Daoud alertou sobre os danos a longo prazo na economia que podem ser gerados pela alta da inflação.

“Hoje tem trilhões de reais sendo negociados no mercado futuro, para 2027, 2028, 2030. Esses contratos são indexados pela taxa de juros. [...] Quando você tem uma expectativa de inflação subindo, esses contratos acabam indexando uma inflação mais alta e ela se realiza no presente. [...] Pelo que tudo indica, até 2030 nós não vamos ter uma taxa de juros abaixo de dois dígitos, exatamente porque o governo está gastando demais”, concluiu o economista.

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