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Bovespa abre a semana em alta e atinge maior patamar da história

Alta de 1,81% do índice foi puxada por alívio em cena política e exterior

Economia|Do R7

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Bovespa fechou pela primeira vez em 74 mil pontos
Bovespa fechou pela primeira vez em 74 mil pontos

O principal índice acionário da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) subiu ao maior patamar de sua história nesta segunda-feira (11) e fechou pela primeira vez em 74 mil pontos.

A alta desta sessão aconteceu diante de uma visão mais otimista dos investidores em relação à política brasileira e com o cenário externo também mais favorável a ativos de risco.


O Ibovespa fechou em alta de 1,7%, a 74.319 pontos, maior patamar histórico de fechamento. A máxima de fechamento anterior havia sido alcançada em 20 de maio de 2008, quando o índice fechou aos 73.516 pontos.

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O índice também estabeleceu nova máxima recorde intradia neste pregão, ao alcançar 74.635 pontos no melhor momento da sessão.

O giro financeiro somou US$ 9,55 bilhões, acima da média diária registrada este ano até sexta-feira, de R$ 8,12 bilhões e também superior à média diária para setembro, de R$ 9,2 bilhões.


pedido de prisão de delatores da J&F, controladora da JBS, trouxe mais fôlego ao mercado, com a visão de enfraquecimento de uma nova eventual denúncia contra o presidente Michel Temer e de mais força para o governo avançar a agenda de reformas.

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O exterior também ajudou a sustentar o otimismo do mercado local, diante da redução de preocupações com as tensões geopolíticas após a Coreia do Norte não conduzir novos testes nucleares e com alívio após o enfraquecimento da tempestade Irma. Em Wall Street, o S&P 500 avançou 1,1%.

Para o economista-chefe da corretora Modalmais, Alvaro Bandeira, o cenário principal para o mercado acionário brasileiro segue de alta, com a possibilidade de o Ibovespa fechar o ano no patamar dos 77 mil pontos.

"Dependendo de como o governo encaminhar as reformas por aqui... se vai sair alguma coisa minimamente positiva, pode ser até um pouco acima disso", disse o economista.

Destaques

- PETROBRAS PN avançou 1,9% e PETROBRAS ON ganhou 2,17%, tendo no radar os desinvestimentos da empresa após a petroleira iniciar processo para venda de ativos de fertilizantes e também ganhando respaldo do cenário político local mais favorável.

- VALE ON teve alta de 1,77%, acompanhando a recuperação dos contratos futuros de minério de ferro na China nas negociações noturnas no mercado asiático, após quedas vistas mais cedo.

- ELETROBRAS ON subiu 7,06% e ELETROBRAS PNB teve valorização de 5,97%, liderando as altas do Ibovespa, com as perspectivas de avanço nos planos de privatização da empresa e expectativa de melhora na governança.

- BRADESCO PN avançou 3,85% e ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,69%, em sessão positiva para os bancos. BANCO DO BRASIL ON teve alta de 3,58% e SANTANDER UNIT ganhando 1,68%.

- JBS ON fechou em queda de 0,73%, pior desempenho do índice, após cair 3,17% na mínima e subir 2,2% na máxima da sessão, tendo no radar a venda da Moy Park para a Pilgrim's Pride, que tem a própria JBS como acionista majoritária, por 1 bilhão de dólares. Segundo analistas do BTG Pactual, a primeira leitura para o acordo era levemente negativa, diante da preferência do mercado pela redução da alavancagem da JBS através de uma venda a uma empresa independente. Também como pano de fundo estava o pedido de prisão de executivos da controladora J&F.

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