Bovespa tem 3ª queda seguida e fica abaixo dos 55 mil pontos
Principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, caiu 1,08%, aos 54.901 pontos
Economia|Do R7

A Bovespa fechou em queda nesta quarta-feira (20) pelo terceiro pregão consecutivo, com ações de bancos entre as principais pressões de baixa novamente e notícias relacionadas ao ajuste fiscal doméstico e à ata do Federal Reserve ocupando atenções.
O principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, caiu 1,08%, a 54.901 pontos. O volume financeiro somou R$ 8,3 bilhões.
Especulações que citaram potencial elevação da tributação de bancos e fim do mecanismo de Juros sobre Capital Próprio como estando entre as medidas de ajuste fiscal do governo federal voltaram a pesar no setor financeiro e em outras ações que também têm peso relevante no índice.
Pouco ajudou sinalização do relator do projeto que reverte parcialmente a desoneração da folha de pagamento de empresas de votar a proposta na Câmara dos Deputados apenas em junho, quando havia expectativa de votar o projeto nesta sessão.
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Na véspera, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, havia dito que a aprovação do projeto no Congresso Nacional representará um voto de confiança do Poder Legislativo à atual política econômica.
Já a divulgação da ata da última reunião de política monetária do banco central norte-americano chegou a proporcionar algum suporte para o Ibovespa, disseram profissionais da área de renda variável, mas as vendas logo voltaram a prevalecer.
No documento, muitas autoridades do Fed são citadas como acreditando em abril que seria prematuro uma elevação de juros dos EUA em junho e que o impulso para a inflação era ofuscado por um mercado de trabalho mais fraco e indicadores econômicos piores.
Destaques
Os Bradesco e Itaú Unibanco caíram 2,51% e 1,78%, respectivamente, enquanto Banco do Brasil caiu 0,95%e os papéis do Santander Brasil perderam 0,41%.
A Vale encerrou com queda de quase 2% nas preferenciais, reforçando a pressão negativa no índice, com o minério de ferro engatando o sétimo dia consecutivo de queda na China e atingindo o menor valor desde 4 de maio no porto de Tianjin.
Já a Petrobras teve uma sessão volátil, encerrando o dia no vermelho. A companhia pode ser obrigada a republicar o balanço do primeiro trimestre de 2015, se ficar comprovado que lançou no resultado valores de operações que aconteceram depois de março, indicou o presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Leonardo Pereira.















