‘Brasil aprendeu muito com os últimos tarifaços’, avalia economista
Fortalecer comércio com a Rússia é uma boa estratégia, mas pode gerar desconforto com os Estados Unidos, afirma Daniel Teles
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Por uma hora, Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin conversaram por telefone nesta terça-feira (4) sobre parcerias nos setores de energia, ciência, tecnologia e, principalmente, comércio. O brasileiro busca um maior equilíbrio na relação comercial com os russos, uma estratégia conectada à simetria comercial, segundo o economista Daniel Teles, que explicou o significado do termo neste caso.
“O Brasil é um dos maiores compradores de diesel e fertilizante russos. [...] O Lula, quando ele quer dizer ali, quando ele quer falar em certo equilíbrio, talvez ele esteja pedindo a abertura do mercado russo para produtos em que a gente exporta com menor quantidade”, afirmou durante o Conexão Record News desta quarta (5).
Teles entende que o plano envolve diminuir a dependência nas exportações aos Estados Unidos devido às novas taxas impostas por Donald Trump. “O Brasil aprendeu muito com os últimos tarifaços. [...] Eu acho que se trata de mais um capítulo em relação a isso”. Contudo, tentar fortalecer os laços com uma das maiores potências do planeta pode gerar uma atenção indesejada.
“Os EUA monitoram atentamente quais países estão aumentando as suas pontes de negócio para a Rússia. O Trump critica duramente, dizendo que países que demandam exportações russas são países que estão financiando a guerra entre Rússia e Ucrânia”. À medida que as negociações prosseguem, a linha entre comércio e política se mistura cada vez mais.
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