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Brasil quer taxação de produtos digitais porque precisa arrecadar mais, diz economista

País bloqueou acordo sobre isenção tarifária, e negociações na OMC terminaram sem consenso

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil bloqueia pacto na OMC para manter isenção de tarifas no comércio eletrônico.
  • Decisão permite aplicação de taxas em produtos digitais, como downloads e streamings.
  • Economista Miguel Daoud destaca que governo busca aumentar arrecadação diante de despesas crescentes.
  • A mudança pode impactar consumidores e empresas do setor tecnológico globalmente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As negociações na OMC (Organização Mundial do Comércio) terminaram sem acordo após o Brasil bloquear um pacto que pretendia manter a isenção de tarifas sobre o comércio eletrônico. Com a decisão, países poderão taxar produtos digitais como downloads e streamings. A posição brasileira é vista como uma tentativa de proteger setores locais e aumentar a arrecadação fiscal.

Em entrevista ao Conexão Record News, o economista Miguel Daoud diz que o impasse surgiu devido ao interesse do governo brasileiro em tributar itens digitais para fortalecer a receita. Enquanto isso, países como os Estados Unidos se opõem à medida por temerem impactos negativos nas grandes empresas de tecnologia.


Mãos de pessoa seguram celular em ambiente externo. Ao fundo, parede de tijolos, chão de concreto e folhas secas espalhadas.
Sem consenso na OMC, países poderão taxar produtos digitais como downloads e streamings Reprodução/Record News

“O comércio digital são programas como inteligência artificial, ou outros instrumentos, streamings, que você acaba usando. Então, tudo que é digital na internet e não físico, o governo gostaria de taxar”, explica.

Segundo ele, o Brasil argumenta que as taxas são necessárias para equilibrar as finanças públicas diante do aumento das despesas governamentais.


O economista ainda aponta que essa mudança pode afetar tanto consumidores quanto empresas envolvidas no setor tecnológico em todo o mundo.

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“O Brasil hoje é o único, ou um dos poucos países do mundo, em que a arrecadação tem que correr atrás das despesas, porque você gasta demais e você tem que arrumar a arrecadação. Então eu vejo com grande peso essa possibilidade do governo, [...] como uma necessidade que ele tem de cada vez tributar mais a economia do nosso país”, diz.

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