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Carga tributária do Brasil vai a 32,4% do PIB e bate recorde histórico, diz Tesouro

Alta foi puxada principalmente por acréscimo de 0,23 ponto do PIB no IR retido na fonte, devido ao aumento da massa salarial

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A carga tributária do Brasil atingiu 32,4% do PIB, um recorde histórico segundo o Tesouro Nacional.
  • O aumento foi liderado pelo governo central, que subiu de 21,34% para 21,60% do PIB.
  • O imposto de renda retido na fonte teve alta de 0,23 ponto devido ao crescimento da massa salarial.
  • A carga tributária dos estados caiu 0,10 ponto, enquanto a dos municípios cresceu 0,03 ponto, com destaque para o aumento no ISS.

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Arrecadação das contribuições para a previdência (RGPS) cresceu o equivalente a 0,12 ponto do PIB Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

A carga tributária bruta do governo geral (governo central, estados e municípios) cresceu de 32,22% para 32,40% do PIB (Produto Interno Bruto) entre 2024 e 2025, segundo estimativas publicadas nesta sexta-feira (10) pelo Tesouro Nacional. É o maior nível da série histórica disponibilizada pelo órgão, que vai de 2010 até o ano passado.

O aumento geral foi puxado pelo governo central, cuja carga tributária bruta cresceu de 21,34% para 21,60% do PIB no período, uma alta de 0,26 ponto percentual — também o maior nível da série.


A carga tributária dos estados diminuiu 0,10 ponto percentual do PIB — de 8,48% para 8,38% — e a dos municípios cresceu 0,03 ponto percentual (2,40% para 2,43%).

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Segundo o Tesouro, a alta da carga tributária do governo central foi puxada principalmente por um acréscimo de 0,23 ponto do PIB no imposto de renda retido na fonte, devido ao aumento da massa salarial.


“Em relação aos impostos sobre bens e serviços, é importante mencionar o aumento de 0,10 ponto do PIB nos Impostos sobre Operações Financeiras, resultado decorrente de operações relativas à saída de moeda estrangeira e da elevação das alíquotas incidentes sobre operações de câmbio e crédito”, diz o Tesouro, no relatório de estimativa de carga tributária.

Crescimento

A arrecadação das contribuições para o RGPS (Regime Geral de Previdência Social) cresceu o equivalente a 0,12 ponto do PIB, impulsionada pela reoneração escalonada da contribuição patronal e da folha de pagamentos e pelo crescimento da massa salarial e do emprego, segundo o órgão.


Nos estados, a queda da carga tributária foi puxada por uma redução de 0,09 ponto do PIB na arrecadação de ICMS, que cresceu abaixo da economia.

“Esse movimento também reflete a composição do crescimento econômico em 2025, concentrado em setores sobre os quais não há incidência do ICMS, ou sua incidência é reduzida”, diz o Tesouro.


O principal destaque nos municípios foi o aumento de 0,02 ponto do PIB na arrecadação do ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), puxado pelo crescimento do setor de serviços no ano passado, segundo o Tesouro.

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