‘Ainda tem empresas sofrendo com o tarifaço’, diz diretor do BNDES sobre o Brasil Soberano 2
Linhas de crédito no valor total de R$ 15 bilhões serão liberadas; recursos visam financiar atividades produtivas em três frentes
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social vai abrir, em 30 dias, linhas de crédito referentes ao plano Brasil Soberano, para que empresas possam acessar R$ 15 bilhões adicionais destinados ao financiamento de atividades produtivas.
A medida, cujas regras e condições foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional, foi criada para proteger empresas exportadoras das tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025.
“Ainda tem algumas empresas que estão sofrendo com o tarifaço [...] Nós resolvemos apoiar essas empresas para continuar investindo, tendo capital de giro, continuar sobrevivendo, gerando emprego e renda”, explicou o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, em entrevista ao programa News 19 Horas.
Setores industriais estratégicos e exportadores para o Golfo Pérsico também serão contemplados nessa segunda fase do plano, acrescentou Gordon: “Um segundo grupo, que tem setores importantes para o Brasil, importantes para a balança comercial brasileira e estratégicos [...] como, por exemplo, o setor farmacêutico, setor de fertilizantes [...] setor automotivo ou de bens de capital [...] e o terceiro grupo são aquelas empresas que exportam para o Golfo Pérsico e estão afetadas porque a guerra está diminuindo a capacidade delas de exportar para lá”.
Segundo o diretor, existem instrumentos de apoio para auxiliar as empresas neste fator, sendo eles: o capital de giro, que serve para o “dia a dia”; o capital de giro de exportação, que se baseia na movimentação de diversificação de produtos exportados; as outras duas linhas de ajuda empresarial se dão por bens de capital e investimentos.
“Os recursos estão vindo do FGE (Fundo de Garantia à Exportação), que é um recurso alimentado com a garantia que se dá para quem exporta, e quem exporta paga um prêmio a esse fundo [...] e, como é crédito que você está dando, é um empréstimo, esse recurso depois volta e não tem impacto nas contas públicas”, ressaltou José Luis Gordon.
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