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‘Cartão de crédito é uma arma branca na mão de quem não sabe utilizar’, afirma economista

Onda de endividamentos é resultado de falta de educação financeira e desigualdade socioeconômica, aponta entrevistado

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A porcentagem de brasileiros endividados atingiu 81,6% em maio, um recorde histórico, segundo a CNC.
  • O cartão de crédito é apontado como o principal responsável pelo aumento das dívidas.
  • O economista Fernando Agra destaca a falta de educação financeira e a desigualdade socioeconômica como fatores agravantes.
  • Agra sugere estratégias como renegociação de dívidas e troca por empréstimos com juros mais baixos para evitar o endividamento excessivo.

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Pelo quinto mês seguido, a parcela de brasileiros endividados bateu o recorde histórico, atingindo 81,6% dos cidadãos em maio. No ano passado, o mesmo mês contabilizou 78,2%. Os dados, fornecidos pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), também apontam o cartão de crédito como o principal “vilão”.

“Eu costumo dizer que o cartão de crédito é uma arma branca na mão de quem não sabe utilizar”, analisou o economista Fernando Agra durante o Conexão Record News desta quinta-feira (11). Ele lamentou a falta de restrição às ofertas dos cartões de crédito e o estímulo ao consumo desenfreado no Brasil.


Mãos segurando notas de reais, incluindo cédulas de 50 e 100 reais
Especialista lamenta falta de restrição às ofertas dos cartões de crédito Reprodução/Record News

“A gente tem um problema muito sério de falta de educação financeira na população e [...] também de desigualdade socioeconômica. [...] Com a inflação mais alta e os preços mais caros, as pessoas estão tendo cada vez mais dificuldade de pagar as contas”, avaliou Agra.

O economista aponta que tais características, contudo, tornam o cenário benéfico para o sistema financeiro, que lucra com o aumento de empréstimos. Ele destaca que a anuidade da taxa de juros pode chegar a mais de 400%. Para tentar evitar que mais pessoas virem escravos do próprio dinheiro, o economista forneceu algumas dicas.


“A primeira coisa é colocar no papel o que deve, a quem deve, quantas parcelas faltam pagar, a taxa de juros efetiva, tudo para saber realmente o custo dessa dívida. Em seguida, buscar uma renegociação com os credores. [...] Outra situação é procurar outra dívida que cobre taxa de juros mais baixas. [...] Fazer uma troca de dívidas”, concluiu o profissional.

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