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Casas Bahia espera 2027 pior que 2026, diz presidente

Renato Franklin afirma que varejista acredita que haverá uma piora nas condições de crédito ao consumidor

Economia|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Casas Bahia espera um cenário econômico mais difícil em 2027, com piora nas condições de crédito ao consumidor.
  • A empresa pediu recuperação judicial e planeja fechar quase 300 lojas, considerando uma possível deterioração do mercado.
  • A estratégia inclui priorizar margens de lucro nos canais online e reduzir vendas não rentáveis, com apoio de marketplaces.
  • Analistas veem o pedido de recuperação como negativo para o Mercado Livre, mas destacam possível benefício em negociações com fornecedores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Loja da rede Casas Bahia segue em funcionamento na Rua Doutor Flores, no Centro Histórico de Porto Alegre (RS),
Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial e fechou 298 lojas Evandro Leal/Estadão Conteúdo - 17.08.2026

A Casas Bahia está trabalhando com um cenário para 2027 mais difícil do que este ano, e o plano de fechamento de quase 300 lojas foi organizado com base nessa visão, em que se espera piora nas condições de crédito do consumidor, disse o presidente-executivo da varejista, Renato Franklin, nesta segunda-feira (17).

“Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 será pior que 2026”, disse o executivo durante conferência com analistas, um dia após a companhia se tornar mais uma do setor a pedir recuperação judicial.


“O endividamento vai continuar e algumas alavancas que deram fôlego para o consumo este ano vão criar um passivo no futuro, o que pode gerar uma deterioração do cenário de crédito”, acrescentou o executivo, citando que a Casas Bahia está cada vez mais restritiva na concessão de financiamentos aos consumidores.

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A companhia anunciou no final de semana pedido de recuperação judicial, junto com fechamento de cerca de 30% de seu parque de lojas, ou 298 unidades.


Segundo Franklin, os fechamentos foram feitos em “onda única”, já considerando uma possível deterioração do mercado no próximo ano e para “não gerar ansiedade por mais ajustes”. O executivo afirmou que, com os fechamentos, a rede eliminou “todas as lojas que estavam na UTI”.

Questionado sobre as parcerias da Casas Bahia com empresas de marketplace, Franklin citou que a rede vai se concentrar em priorizar margens de lucro nos canais online e reduzir volume de vendas não rentáveis.


Ele afirmou durante a conferência que os marketplaces são “viabilizadores desse ajuste que estamos fazendo no mercado digital”.

No ano passado, a Casas Bahia acertou uma parceria com o Mercado Livre para reforçar sua operação online.


Analistas do Citi afirmaram em relatório a clientes que o pedido de recuperação da Casas Bahia é marginalmente negativo para o Mercado Livre e que uma alternativa para suprir a empresa no segmento de eletroeletrônicos poderia ser uma “futura parceria com o Magazine Luiza, que atualmente mantém um acordo comercial semelhante com a Amazon”.

Apesar disso, segundo os analistas, o Mercado Livre poderá se beneficiar de um cenário de melhor negociação com fornecedores.

Além do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, as Lojas Marabraz anunciaram nesta segunda-feira que ingressaram no fim de semana com medida semelhante na Justiça em São Paulo em meio a dívidas de R$ 140 milhões.

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