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Cenário de vendas segue desafiador em julho, diz Via Varejo

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O cenário de vendas continua "desafiador" em julho depois de quedas de dois dígitos no segundo trimestre, afirmou nesta terça-feira o presidente da rede de móveis e eletrodomésticos Via Varejo, Líbano Barroso.

"O cenário (do varejo) mudou muito rápido a partir de abril", disse Barroso, em teleconferência com analistas, depois que a Via Varejo divulgou queda de 23,5 por cento nas vendas no conceito "mesmas lojas" no segundo trimestre.

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Executivos da companhia se mostraram surpresos com a intensidade da queda nas vendas no período e anunciaram iniciativas de cortes de custos e melhora de eficiência que incluíram redução de 4.800 posições no grupo, que terminou o semestre com uma base 61,4 mil trabalhadores.

Além dos cortes de empregos, a Via Varejo fechou em julho 15 lojas, a maioria da marca Pontofrio, depois de ter encerrado outras oito lojas no segundo trimestre.

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As units da empresa ampliavam queda nesta terça-feira, recuando quase 5 por cento ante alta de 0,3 por cento do Ibovespa, às 14h, horário de Brasília.

Além da revisão da perspectiva do Brasil para negativa pela Standard & Poor's, o mau humor do mercado a Via Varejo refletia perspectivas de manutenção da margem bruta da empresa nos próximos trimestres. Executivos também afirmaram que a expectativa é de que os custos voltem a patamares mais condizentes com os de venda apenas perto do fim do ano.

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"Nós estamos implementando várias ações, mas as ações de custos demoram um tempo para se implementar", comentou Barroso durante a teleconferência.

Segundo o executivo, a Via Varejo mantém o plano de abrir 210 novas lojas em três anos, mas vai adotar uma atitude "mais criteriosa diante do cenário de curto prazo".

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Porém, a empresa também vê como "opção real" a possibilidade de fazer aquisições, dada a posição de caixa de 3 bilhões de reais e uma relação de dívida líquida sobre Ebitda de 0,3 vez, disse Barroso. Ele comentou que essa possibilidade vai levar em conta o aumento da cobertura de lojas em regiões estratégicas para a empresa, como o Nordeste, e que não cause sobreposições.

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(Por Alberto Alerigi Jr.)

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