Logo R7.com
RecordPlus

Cenário externo leva dólar a R$ 3,48, maior alta em três semanas

Mesmo com a alta de hoje, divisa acumula queda de 2,54% em junho e de 11,7% em 2016

Economia|Da Agência Brasil, com Reuters

  • Google News
Dólar comercial fechou a segunda-feira cotado a
R$ 3,487, com alta de 1,62%
Dólar comercial fechou a segunda-feira cotado a R$ 3,487, com alta de 1,62%

Em um dia de instabilidade no mercado internacional, o dólar teve a maior alta em três semanas. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (13) vendido a R$ 3,487, com valorização de R$ 0,056 (1,62%).

Em termos percentuais, essa foi a maior alta diária da moeda norte-americana desde 23 de maio, quando o dólar havia subido 1,82%. Mesmo com a alta de hoje, a divisa acumula queda de 2,54% em junho e de 11,7% em 2016.


Novamente, o Banco Central (BC) não interveio no câmbio. Na cerimônia de transmissão do cargo hoje, o novo presidente do BC, Ilan Goldfajn, reafirmou o compromisso no regime de câmbio flutuante, um dos pilares do chamado tripé macroeconômico.

Moedas dos principais mercados emergentes estão sendo pressionadas por diversos fatores externos, entre os quais a queda nos preços do petróleo e a maior percepção de risco pelos investidores ante a cautela pela reunião do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) esta semana, em que se definem os juros básicos da maior economia do planeta.


Bovespa

Na Bolsa de Valores se São Paulo (Bovespa), o dia foi de recuperação. Depois de duas sessões seguidas de queda, o Ibovespa, índice da Bolsa de São Paulo, subiu 0,48%, encerrando aos 49.661 pontos. O giro financeiro somou R$ 4,5 bilhões.


Contaminado pela aversão ao risco, o Ibovespa caiu 3,32% na sexta-feira e iniciou a segunda-feira com o mesmo viés negativo. Durante a tarde, porém, mostrou recuperação, na contramão das bolsas norte-americanas.

Os principais mercados acionários globais recuaram, uma vez que a aproximação do referendo sobre a permanência da Grã-Bretanha na União Europeia trazia incertezas e uma postura de cautela. Uma pesquisa de opinião apontou que a opção "sair" ganhou uma vantagem de dois dígitos sobre a de "permanecer".

No cenário doméstico, sem agenda econômica relevante, o mercado voltou as expectativas para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar o aumento de gastos da União. Fontes do Palácio do Planalto informaram que o presidente interino Michel Temer decidiu levar pessoalmente a PEC ao Congresso.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.