Logo R7.com
RecordPlus
‌

Chinesa Spic leva técnicos para avaliar hidrelétricas da Cemig antes de leilão

Economia|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica chinesa State Power Investment Corp. realizou no final de agosto visitas técnicas às quatro hidrelétricas da mineira Cemig cuja concessão o governo federal pretende vender em um leilão agendado para 27 de setembro, devido ao vencimento dos contratos de exploracão dos ativos.

‌

Segundo documentos vistos pela Reuters, os chineses levaram um time com mais de uma dúzia de técnicos e consultores para as usinas de Jaguara, Miranda, São Simão e Volta Grande, que somam 2,9 gigawatts em capacidade instalada.

A União pretende arrecadar ao menos 11 bilhões de reais com a cobrança de bônus de outorga na licitação dos empreendimentos.

‌

As visitas técnicas demonstram o forte interesse pela Spic em participar da licitação, que no momento encontra-se suspensa devido a uma liminar judicial concedida em uma ação popular.

A Reuters havia publicado no final de agosto que a Spic estava em preparação para disputar os ativos.

‌

Enquanto isso, a Cemig tem buscado meios de convencer o governo a aceitar um acordo para ficar com ao menos três das hidrelétricas --Jaguara, Miranda e São Simão. A empresa entende que os contratos de concessão lhe garantiam uma renovação automática do prazo de exploração das usinas.

Mas o governo não concorda com a tese, e autoridades têm dito que somente chegarão a um acordo com a Cemig caso a companhia se comprometa a pagar os bônus de outorga definidos para o leilão ou apresente uma proposta mais vantajosa para o Tesouro.

‌

No momento, a Advogacia-Geral da União (AGU) tenta derrubar a liminar que suspendeu a licitação.

A chinesa Spic chegou ao Brasil com a aquisição da australiana Pacific Hydro, que opera usinas eólicas no Nordeste. A operação foi concluída em abril.

A companhia tem ainda negociado uma possível compra de participação na hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, mas até o momento o negócio não foi fechado.

Procurada pela Reuters, a unidade local da Spic disse que não comenta o assunto "por questões estratégicas".

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.