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Com Previdência no radar, dólar fecha em queda pela 4ª vez seguida

Após superar os R$ 4 na semana passada, mercado sinaliza melhores expectativas com reformas encaminhadas no Congresso

Economia|Do R7

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Dólar teve queda de 0,5%, chegando a 3,85 na venda
Dólar teve queda de 0,5%, chegando a 3,85 na venda

O dólar engatou nesta terça-feira (2) a quarta queda consecutiva frente ao real, afastando-se mais dos picos em seis meses alcançados na semana passada, conforme investidores reagiram a expectativas de ingressos de recursos, mas sem tirarem atenção do noticiário envolvendo a reforma da Previdência.

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O dólar negociado no mercado interbancário fechou em queda de 0,50 %, a R$ 3,8569 na venda. Ao longo do dia, a cotação oscilou entre R$ 3,8490 (-0,70 %) e R$ 3,8800 (+0,10 %).


Na semana passada, o dólar chegou a superar os R$ 4 durante os negócios, antes de terminar a R$ 3,9545, maior patamar desde outubro do ano passado.

Desde então, a moeda norte-americana registrou quatro quedas consecutivas, acumulando desvalorização de 2,47 %. A divisa, porém, ainda está 5,41 % acima da mínima deste ano (de R$ 3,6588, marcada em 31 de janeiro), sinal de que uma parte importante do prêmio de risco acumulado com o aumento da incerteza com a Previdência prossegue.


No mercado futuro da B3, a referência do dólar tinha alta de 0,12 % nesta terça-feira, a R$ 3,8640.

A aparente divergência entre as cotações nos mercados à vista e futuro está ligada ao descasamento entre horários de fechamento de ambos e tem sido mais notável desde a semana passada, quando por vezes novas notícias relacionadas à reforma previdenciária vieram à tona após o término das operações de câmbio no mercado spot.


O dólar interbancário tem operações finalizadas às 17h (horário de Brasília), enquanto o último negócio no mercado futuro ocorre até 18h.

"Mas hoje o dólar spot ficou 'pesado' por causa das notícias sobre fluxo", disse um operador de tesouraria de um banco paulista.


A JBS informou nesta terça-feira que precificou US$ 1 bilhão em bônus com vencimento em 2029, com taxa de 6,5 por cento, pela JBS USA Lux S.A., JBS USA Finance, Inc e JBS USA Food Company, subsidiárias integrais da companhia.

A defesa da reforma da Previdência expressada nesta terça-feira por autoridades do governo, entre elas o presidente da República, Jair Bolsonaro, também ajudou a estimular venda de dólares.

As atenções do mercado se voltam agora para a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A CCJ é a primeira parada do texto que muda as regras das aposentadorias, visto como crucial para a retomada da sustentabilidade das contas públicas do país.

Apesar do peso dos eventos internos sobre o preço do dólar, analistas ponderam que o mercado de câmbio doméstico segue bastante influenciado pelos eventos externos. Mais recentemente, uma série de moedas emergentes sofreu com o aumento da aversão a risco, diante dos receios de enfraquecimento adicional da economia global.

Em estudo, o Goldman Sachs coloca o real entre as moedas mais afetadas pelos ruídos externos, junto com as divisas da África do Sul, Turquia, México e Rússia. O Goldman estima dólar de 3,60 reais num horizonte de seis meses.

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