Começa hoje reunião que pode aumentar taxa básica de juros
Selic pode subir de 8,5% para 9% ao ano, acreditam especialistas
Economia|Do R7
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central começa a decidir, nesta terça-feira (27), se a taxa básica de juros, a Selic, sofrerá um novo aumento. Atualmente a 8,5% ao ano, o juro básico é utilizado como referência para o custo dos empréstimos aos consumidores e empresas.
Analistas de instituições financeiras consultados semanalmente pelo BC (Banco Central) acreditam que o Copom irá elevar a Selic para 9%. Isso porque a taxa básica de juros é um instrumento do governo para controlar a inflação, que ultimamente preocupa o governo por estar cada vez mais distante do centro da meta, de 4,5%.
O atual patamar de 8,5% foi alcançado após três elevações seguidas, todas de 0,5 ponto percentual. Segundo os especialistas, uma eventual nova taxa de 9% poderá receber ainda mais aumentos nos encontros do colegiado agendados para outubro e novembro
Para mudar o juro básico, a autoridade monetária debate, durante duas reuniões, as condições da economia doméstica e a situação econômica do exterior.
Entenda a Selic
A taxa básica de juros é um instrumento do governo para segurar a oferta de crédito de bancos, financeiras e das próprias lojas, ou seja, para estimular ou frear o consumo e, assim, controlar o avanço natural dos preços.
Quando a Selic sobe, o dinheiro fica mais caro e a população pega menos empréstimos — para comprar desde casas, carros e eletrodomésticos até contratar serviços, entre outros. Assim, a escalada da inflação diminui.
Dilma promete baixar inflação em 2013
Ela é chamada de taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como um piso para a formação dos demais juros cobrados no mercado, que são influenciados também por outros fatores, como o risco de quem pegou o dinheiro emprestado não pagar a dívida.
Ela é usada nos empréstimos interbancários (entre bancos) e nas aplicações que os bancos fazem em títulos públicos federais. É a partir da Selic que as instituições financeiras definem também quanto vão pagar de juros nas aplicações dos seus clientes.
Câmbio não é instrumento para frear inflação
Ou seja, a taxa básica é o que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos, a um custo muito mais alto. Por isso, os juros que os bancos cobram dos clientes é superior à Selic.
Copom
A reunião do Copom é dividida em duas sessões. Na primeira, que ocorre nesta terça-feira (27), os chefes de departamento do BC e o gerente-executivo de Relações com Investidores apresentam análises sobre a inflação, nível de atividade econômica do País e evolução do mercado financeiro.
Da segunda sessão, na próxima quarta-feira (28), participam só o presidente e diretores do BC, todos com direito a voto, além do chefe do Depep (Departamento de Estudos e Pesquisas), sem voto.
Os diretores de Política Monetária e de Política Econômica analisam as projeções para a inflação e fazem recomendações para a taxa de juros de curto prazo, em seguida todos os diretores se manifestam e apresentam eventuais propostas alternativas.
Criado em junho de 1996, o Copom tem o objetivo de estabelecer as diretrizes de política monetária e de definir a taxa de juros, nos mesmos moldes do Fed (Federal Reserve, o BC americano).















