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Compensa tirar grana da poupança e pagar IPVA e IPTU à vista, dizem economistas

Impostos de início de ano, matrícula e material escolar podem desequilibrar finanças em 2014

Economia|Maria Carolina de Ré, do R7

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Especialistas recomendam fazer esforço e até retirar dinheiro investido para pagar imposto do carro e da casa à vista
Especialistas recomendam fazer esforço e até retirar dinheiro investido para pagar imposto do carro e da casa à vista

Em janeiro, milhões de brasileiros começam a receber os carnês do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Esses tributos, somados a despesas como matrícula e material escolar, podem causar um verdadeiro estrago no orçamento.

Especialistas consultados pelo R7 explicam que não existe uma fórmula mágica para evitar o aperto no bolso de quem não se planejou, mas dão dicas valiosas para pessoas que querem ficar longe das listas de devedores em 2014.

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Samy Dana, professor de economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirma que o pagamento à vista é a melhor opção, mesmo que para isso seja preciso resgatar dinheiro da poupança ou de investimentos, como CDBs e outros fundos de renda fixa.

— As aplicações conservadoras rendem menos do que o valor embutido nos juros das parcelas de impostos, contas e taxas de matrícula e material escolar. O ideal é usar o que foi guardado dos meses anteriores para pagar os débitos de uma vez.

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IPTU e IPVA

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Analisando o peso do IPTU e do IPVA no orçamento dos moradores da capital paulista, Dana destaca que o pagamento fracionado do IPTU será uma opção melhor do que o parcelamento do IPVA em 2014.

— Se não for possível quitar as duas taxas à vista, é melhor pagar o IPVA de uma vez só e parcelar o IPTU, porque a Prefeitura de São Paulo acrescenta juros de 0,92% nas parcelas do imposto residencial, enquanto o governo estadual [que arrecada o IPVA] embute 3,13% em cada parcela da taxa cobrada dos donos de automóveis.

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Os benefícios da escolha entre o pagamento dividido nos meses do ano ou a parcela única variam de acordo com a localidade.

Nas capitais dos Estados que retêm a maior concentração do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas) de cada região, quem quitar o imposto sobre imóveis em parcela única terá vantagens e descontos bem diferentes: em São Paulo (Sudeste), o abatimento será de 4%; em Porto Alegre (Sul), de 12%; em Salvador (Nordeste), de 10%; em Belém (Norte), de 15%; e em Brasília (Centro-Oeste), de 5%.

O abatimento da cota única do IPVA também tem faixas e regras específicas estabelecidas pelos governos estaduais. Em São Paulo, o teto do desconto será de 3%; no Rio Grande do Sul, de 15%; na Bahia, de 10%; no Pará, de 10%; e no Distrito Federal, de 5%.

Crédito

Antes de buscar algum tipo de financiamento para quitar débitos, é preciso fazer uma avaliação criteriosa dos juros cobrados na operação. O especialista da FGV destaca que as opções variam porque dependem da flexibilidade do orçamento, mas, via de regra, o cheque especial e o adiamento das parcelas do cartão de crédito devem ser evitados porque têm juros muito altos.

O presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel de Oliveira, reforça os conselhos de Dana e cita outras ações que podem minimizar desfalques na hora de pagar a matrícula e comprar o material escolar. 

Lembrando que livrarias e colégios costumam fazer promoções em janeiro, Oliveira explica que, se o desconto for grande, vale a pena pagar à vista, mesmo que para isso seja preciso contratar algum tipo de empréstimo.

— O segredo é pesquisar e barganhar. Se o cliente não tem dinheiro, mas tem a chance de economizar 15% no material escolar fazendo o pagamento à vista, ele pode contratar um empréstimo consignado com juros de 1,5% ao mês. Nesta situação, a compra com dinheiro financiado será barata porque os juros ficarão bem abaixo do desconto dado nas lojas e livrarias.

O especialista da Anefac conclui frisando que o crédito consignado ou os empréstimos bancários tradicionais (cujos juros variam entre 2,5% e 3,5%) são boas alternativas para quitar contas com desconto desde que o número de parcelas escolhido seja pequeno, já que mais parcelas significam mais juros acumulados. 

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