Nova Carteira de Identidade Nacional atinge 65 milhões de emissões e 30% da população
A substituição será obrigatória em 2028 para quem recebe aposentadoria, Bolsa Família e auxílios; para os demais, em 2032

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já está nas mãos de 65 milhões de brasileiros. Segundo os dados do painel do Ministério da Justiça e Segurança Pública, as emissões já atingem 30,61% da população do país.
O documento, que começou a ser emitido em junho de 2022, utiliza o CPF como número único de identificação, que substitui o antigo RG.
A média de emissões por mês é de 1,2 milhão e, por dia, de 42,9 mil. O Piauí é o estado mais avançado, com 68,03% da população com a nova carteira, seguido por Sergipe, com 46,1%.
Quem recebe benefício social, como aposentadoria, pensão, Bolsa Família, BPC, Gás do Povo, por exemplo, deverá tirar a nova carteira até o fim de 2027.
A partir de 2028, o documento passará a ser obrigatório para esse público, e a base principal para o cadastro biométrico no país.
Para os demais, a substituição poderá ser feita até 2032.
Documento físico e digital
Além da biometria, a nova Carteira de Identidade Nacional tem o número do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) como registro geral, único e válido para todo o país, e no formato físico e digital.
O agendamento e a emissão da 1ª via são gratuitos em todo o Brasil.
A emissão é feita pelos estados e Distrito Federal, por meio dos seus respectivos institutos de identificação.
Para isso, é necessário fazer o agendamento e, depois, levar as certidões de nascimento ou casamento para a emissão da CIN. Informações podem ser acessadas pelo link gov.br/identidade.
Em São Paulo, o serviço é realizado, com agendamento prévio, nos postos do Poupatempo e nas unidades do IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt), órgão vinculado à Polícia Civil.
Vantagens
- Um QR Code permite a validação eletrônica da autenticidade, bem como saber se o documento é verdadeiro e se foi furtado ou extraviado.
- O documento traz ainda informações do cidadão, impressão digital e a opção pela doação de órgãos.
- A carteira serve também como documento de viagem para os países do Mercosul, devido à inclusão de um código de padrão internacional chamado MRZ, o mesmo usado em passaportes.
- Garante a segurança da identificação civil, simplifica e torna mais seguro o acesso a serviços.
Versão digital
A versão digital está disponível no aplicativo gov.br. A partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar esse aplicativo para baixar a CIN em formato digital. O processo é similar ao que já ocorre com a CNH.
Como fazer
- Após o login, aparece o ícone ‘Carteira de documentos’ na tela inicial, bastando clicar no botão ‘+’.
- Escolher ‘Carteira de Identidade’.
- E ir em ‘Adicionar Documento’ para ter acesso à CIN Digital.
- Isso pode simplificar o uso em viagens ou em outras ocasiões em que for necessário se identificar.
A CIN também amplia a segurança da conta gov.br, pois a nova carteira facilita o acesso a uma conta ouro na plataforma do governo federal.
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