Economia Copom mantém taxa de juros em 6,5% ao ano pela 5ª vez seguida

Copom mantém taxa de juros em 6,5% ao ano pela 5ª vez seguida

Decisão tomada por unanimidade seguiu a expectativa do mercado. Próximo encontro do grupo acontece em dezembro deste ano

Taxa básica de juros

Taxa Selic foi mantida pela 5ª vez consecutiva

Taxa Selic foi mantida pela 5ª vez consecutiva

Pixabay - 31.10.2018

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, decidiu manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 6,5% ao ano pela quinta vez consecutiva.

A taxa segue neste patamar desde março deste ano, quando o BC decidiu reduzir a taxa vigente em 0,25 ponto percentual, para 6,5% ao ano.

A decisão do Copom, tomada por unanimidade, seguiu a expectativa do mercado de que a taxa fosse mantida. As próximas reuniões para estabelecer o valor da taxa básica de juros acontecem nos dias 11 e 12 de dezembro.

Em nota na qual justifica o veredito, o comitê avalia que os indicadores recentes “continuam evidenciando recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual que o vislumbrado no início do ano”.

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“O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente se encontram em níveis apropriados, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária”, afirma o documento.

Para os próximos anos, o Copom avalia que previsão de inflação na casa dos 4% ao longo dos próximos anos sugere para a manutenção da Selic em 6,5% ao ano e suba 1,5 ponto percentual, para 8% ao ano, em 2019. A projeção para 2020 e 2021 é de estabilidade da taxa.

Votaram pela manutenção da Selic o presidente do BC, Ilan Goldfajn, e os diretores Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.

O que é a Selic?

A Selic é conhecida como táxa básica de juros, porque a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado.

A taxa básica de juros também serve como principal instrumento de para manter a inflação próxima da meta, que é de 4,5%. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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