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Custos da construção civil têm maior alta desde 2013, aponta IBGE

Inflação do setor cresce 1,99% em janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, taxa é de 12,01%, diz pesquisa divulgada hoje (9)

Economia|Do R7

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Materiais de construção aumentaram 2,96%, com destaque para os segmentos de aço, madeira e PVC
Materiais de construção aumentaram 2,96%, com destaque para os segmentos de aço, madeira e PVC

Os custos da construção civil ganharam ritmo em janeiro frente a dezembro, alcançando a maior taxa da medição do IBGE desde julho de 2013, quando houve a desoneração da folha. 

Leia mais: Custos na construção crescem 10% em 2020, maior índice em 7 anos

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A alta do Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) foi de 1,99%, conforme divulgou o instituto nesta terça-feira (9). Em janeiro, o custo nacional da construção por metro quadrado passou para R$ 1.301,84, sendo R$ 731,37 relativos aos materiais e R$ 570,47, à mão de obra.

O resultado é 0,05 ponto percentual maior que a taxa de dezembro de 2020 (1,94%). No acumulado dos últimos 12 meses, o índice é de 12,01%, acima dos 10,16% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2020 o índice foi 0,30%.

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A parcela da mão de obra apresentou alta de 0,78%, subindo 0,60 ponto percentual em relação a dezembro de 2020 (0,18%). Comparando com janeiro de 2020 (-0,06%), o aumento foi ainda maior: de 0,84 ponto percentual. Isso porque a pesquisa captou duas homologações de acordos coletivos de categorias profissionais, no Piauí e em Minas Gerais, explica o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira.

“Minas é um estado com peso expressivo no resultado nacional. Com isto, o dissídio captado no mês de janeiro, influenciou o resultado, mesmo com a desaceleração da parcela dos materiais”, complementa, lembrando ainda que em janeiro de 2020 não foram firmados acordos coletivos.

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Variações captadas em algumas categorias, provocadas pelo reajuste do salário mínimo nacional, também contribuíram, em menor peso, na aceleração da taxa de janeiro de 2021 frente a dezembro de 2020.

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Já a parcela dos materiais aumentou 2,96%. “Há um movimento de desaceleração, já que a alta foi menor que em dezembro, quando foi de 3,39%”, explica Augusto. Considerando o índice de janeiro de 2020 (0,62%), houve aumento de 2,34 pontos percentuais.

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“Minas e Piauí também tiveram alta grandes nesta parcela de materiais, com destaque para os segmentos de madeira, de aços como vergalhões e arames, e de tubos de PVC”, enumera Augusto.

Os acumulados em 12 meses ficaram em 20% (materiais) e 3,19% (mão de obra), respectivamente.

Nordeste

O Nordeste foi a região com maior alta em janeiro, com 2,32%, influenciada pelo aumento na parcela dos materiais em todos os nove estados, além do acordo coletivo registrado no Piauí. O Sudeste (2,06%) e o Sul (1,84%) vêm na sequência. Centro-Oeste (1,58%) e Norte (1,27%) fecham a lista.

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