Desemprego atinge maior nível desde 2012 e rendimento cai no 2º trimestre
País tinha 8,4 milhões de pessoas desocupadas no período de abril a junho deste ano
Economia|Do R7

O desemprego no Brasil continua a subir e atingiu a maior taxa da série histórica, que teve início em 2012, na Pnad Contínua (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados divulgados nesta terça-feira (25) mostram que o desemprego no 2º trimestre deste ano foi estimado em 8,3%. A estimativa cresceu tanto na comparação com o 1º trimestre de 2015 (7,9%), quanto com o 2º trimestre de 2014 (6,8%).
A população desocupada (8,4 milhões de pessoas) subiu 5,3% frente ao trimestre imediatamente anterior e, na comparação com o 2º trimestre de 2014, subiu 23,5%.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 1.882. Esse resultado é considerado estável nas duas comparações. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em R$ 167,9 bilhões, registrando estabilidade tanto em relação ao 1º trimestre de 2015, quanto ao segundo trimestre de 2014.
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O nível da ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) foi estimado em 56,2% no 2º trimestre de 2015, permanecendo estável frente ao trimestre anterior e apresentando queda em relação ao 2º trimestre do ano passado (56,9%).
A população ocupada foi estimada em 92,2 milhões, e ficou estável frente ao trimestre imediatamente anterior e na comparação com o 2º trimestre de 2014. No 2º trimestre de 2015, 78,1% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, percentual estável em relação ao trimestre anterior e a igual trimestre de 2014.
Regiões
No 2º trimestre de 2015 frente ao mesmo período de 2014, a taxa de desocupação cresceu em todas as regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%). Entre as unidades da Federação, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).















