Dívida pública federal cresce 2,24% em junho, diz Tesouro
Economia|Do R7
BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública federal do Brasil cresceu 2,24% em junho sobre maio, a 3,978 trilhões de reais, mas fechou o primeiro semestre ainda fora da faixa estabelecida como meta no Plano Anual de Financiamento (PAF), de 4,1 trilhões a 4,3 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira.
O avanço no mês se deu pela alta de 2,44% da dívida pública mobiliária interna, a 3,826 trilhões de reais, em função da emissão líquida de 68,4 bilhões de reais e apropriação positiva de juros de 22,6 bilhões de reais.
Já a dívida externa sofreu uma diminuição de 2,48% sobre maio, encerrando junho em 151,68 bilhões de reais.
Em junho, o dólar acumulou a maior queda para o mês em três anos, de 2,13%, na esteira de maior confiança na aprovação da reforma da Previdência e da expectativa de aumento de liquidez no mundo a partir de cenário de cortes de juros nos Estados Unidos.
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COMPOSIÇÃO
Os títulos que variam com a Selic, representados pelas LFTs, continuaram com maior peso na dívida, a 37,78% do total em junho, abaixo do patamar de 37,88% em maio, e fora da banda de 38% a 42% estipulada no PAF.
Já os títulos prefixados avançaram a 31,8% da dívida, ante 31,27% no mês anterior, e uma meta de 29% a 33% para 2019.
Os papéis indexados à inflação, por sua vez, diminuíram sua representatividade a 26,44% da dívida total, ante 26,67% em maio, sendo que a referência para este ano é de 24% a 28%.
No relatório mensal da dívida, o Tesouro também apontou que a participação dos investidores estrangeiros na dívida mobiliária interna caiu a 12,34% em junho, sobre 12,74% em maio.
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(Por Marcela Ayres; Edição de Isabel Versiani)















