Dois em cada três brasileiros estão pessimistas com a situação do País, revela pesquisa
Estudo mostra que 66% da população avalia como “ruim” ou “péssima” a situação do Brasil
Economia|Da Agência Brasil

O brasileiro segue pessimista quanto à economia do País e pretende conter gastos em 2015, segundo pesquisa promovida pela Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) e pela empresa TNS Brasil, em que 66% dos entrevistados avaliam como “ruim” ou “péssima” a situação do Brasil, enquanto no ano passado 37% dos entrevistados tiveram a mesma avaliação.
Ao mesmo tempo, 64% acham que o crescimento do País vai piorar, contra 13% que acreditam em melhora. Em 2014, esses números eram 31% e 38%, respectivamente. A Acrefi e a TNS Brasil, empresa especializada em pesquisa de mercado, ouviram 1001 pessoas, de todas as regiões do Brasil.
Entre os entrevistados, 85% disseram que pretendem economizar mais, enquanto 13% informaram que não mudarão o padrão de gastos e 2% disseram que devem gastar mais em 2015. As intenções de realizar um financiamento este ano também diminuíram em relação ao ano passado.
Em 2014, 61% dos entrevistados não estavam propensos a contratar um financiamento. Esse número, em 2015, chegou a 76%, registrando um aumento de 15%. Além disso, 81% dos entrevistados acreditam que o desemprego vai aumentar nos próximos meses.
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Na visão do presidente da Acrefi, Érico Ferreira a pesquisa revela ainda que a população divide a responsabilidade da crise entre o governo federal e o Congresso Nacional. São 61% que acreditam na responsabilidade do Congresso e 73% na responsabilidade do governo.
O presidente da Acrefi, Érico Ferreira acredita na recuperação da economia com as medidas do governo.
— Acredito que essa recessão será relativamente curta, ao contrário de algumas na Europa, que duram anos. Essa é uma recessão de ajuste, e esperamos ter uma retomada o mais breve possível. O governo está tomando medidas, vamos crer que essa situação vai melhorar.
Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, segue o mesmo raciocínio. Para ele, a desconfiança da população vai diminuir ao longo do ano.
— Estamos num ciclo de ajuste da economia. Existe um momento de incerteza e esperamos que se estabilize, mas hoje a insegurança é muito maior do que será em julho, agosto. É normal no ciclo econômico.
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Apesar desse quadro, a intenção de financiar a compra de um carro se manteve estável, com 51% dos entrevistados declarando que podem adquirir um automóvel. Tingas avalia a situação como normal para um local como o Brasil.
— O automóvel é um bem utilitário e ainda é indispensável em um país continental, onde precisa deslocar grandes distâncias. É um bem básico na lista de consumo.
Para Ferreira, a intenção não tem se refletido no mercado.
— Se a intenção é comprar um carro, na prática é diferente. Houve queda na compra de carros nos primeiros meses do ano, em comparação ao mesmo período de 2014.
As entrevistas foram realizadas em dois períodos: o primeiro, no dia 24 de outubro de 2014 e o segundo entre os dias 24 de março e 2 de abril de 2015.













