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Dólar abre a semana em alta e fecha a segunda-feira negociado a R$ 4,17

Valorização de 0,42% da moeda norte-americana foi guiada com agentes do mercado negociações comerciais entre Estados Unidos e China

Economia|Do R7

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Dólar bateu R$ 4,1853 na máxima da sessão
Dólar bateu R$ 4,1853 na máxima da sessão

O dólar encerrou em alta contra o real nesta segunda-feira (23), maior nível de fechamento desde o início de setembro, com agentes do mercado monitorando os desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

O dólar à vista teve alta de 0,42%, a R$ 4,1709 na venda. Na mínima da sessão, a moeda chegou a R$ 4,1451, enquanto na máxima tocou R$ 4,1853.


"O cenário externo está pautando tudo. A não evolução das negociações comerciais e uma certa falta de fluxo estrangeiro ajudou o real a se descolar de seus pares", afirmou Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe da consultoria independente de investimento Levante.

As moedas emergentes pares do real, como o rand sul-africano e o peso mexicano ganhavam contra o dólar, enquanto a moeda norte-americana subia frente a uma cesta de outras moedas.


Um acordo comercial entre EUA e China pareceu ter ficado mais distante na sexta-feira, depois que autoridades chinesas cancelarem inesperadamente uma visita a fazendas de Montana e Nebraska em meio a dois dias de negociações em Washington.

Para a equipe de análise da Correparti Corretora, a alta do dólar também se deve à "contínua saída de recursos do país em busca de rentabilidade maiores em outros países, principalmente com os cortes e a indicação de mais cortes do Copom na taxa Selic".


Nesta segunda-feira, as instituições que mais acertam as previsões para o juro básico reduziram suas estimativas para a Selic ao fim de 2019 a 4,75%, ante 5% na semana anterior, conforme atualização da pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira, após o BC ter reduzido a taxa na semana passada e indicado corte adicional.

O BC divulgará na terça-feira a ata do Copom, na qual detalhará os motivos que levaram ao corte do juro e à indicação de mais afrouxamento monetário.

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